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Por uma economia do bem viver

Grito dos/as Excluídos/as assina juntamente com diversas pastorais e entidades o Manifesto em defesa dos Direitos da Terra, dos Povos ao Território, lançado por ocasião do Dia Internacional da Mãe Terra, 22 de abril.


“Desejamos assumir, a cada dia, as alegrias e esperanças, as angústias e tristezas do povo brasileiro, especialmente das populações das periferias urbanas e das zonas rurais – sem terra, sem teto, sem pão, sem saúde – lesadas em seus direitos.” Papa Francisco (EG 191) ao citar o Documento “Exigências Evangélicas e éticas de Superação da Miséria e da Fome”, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.







9 comentários


samuel.taylor14
24 de abr.

Gosto quando o texto puxa a noção de bem viver pra algo cotidiano e coletivo, e não como “consumo consciente” individualizado. Uma coisa que eu sinto falta às vezes é falar de autoestima e corpo também, porque isso pesa muito nas periferias; lembro de ter visto uma conversa meio nessa linha em https://stylelooklab.com, e dá pra conectar com o que vocês chamam de dignidade no dia a dia.

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samuel.taylor14
24 de abr.

Quando colocam “direitos dos povos ao território” no centro, dá pra ver que não é só pauta ambiental — é disputa concreta por terra, moradia, água e saúde. Aliás, sempre me pergunto como projetos e ferramentas “do bem” conseguem visibilidade sem cair na lógica de mercado; vi algo parecido debatido em hrefgo, e isso volta aqui com força.

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samuel.taylor14
24 de abr.

O manifesto toca num ponto que muita gente ignora: sem garantir o básico (terra, teto, saúde), “sustentabilidade” vira slogan. Curioso como até as imagens que circulam nessas datas moldam o debate; outro dia eu vi umas artes geradas no imgg e fiquei pensando no quanto a estética pode ajudar (ou atrapalhar) quando a causa é tão concreta.

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samuel.taylor14
24 de abr.

A ideia de “assumir as angústias e esperanças” das periferias e do campo me pega muito, porque é justamente aí que a conta do modelo atual estoura primeiro. E, falando em tempo (que também é um recurso), outro dia eu estava usando um simple playback speed calculator pra organizar uns estudos e pensei como até o nosso ritmo de vida acaba sendo moldado por essas pressões.

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samuel.taylor14
24 de abr.

Fico pensando como esse “bem viver” também passa por desacelerar e reconstruir laços comunitários, não só por indicadores econômicos. Às vezes a gente procura escapadas rápidas pra ansiedade do dia a dia (tipo uma partida de BlockBlast) e esquece que o texto está falando de estrutura, de território e de direitos mesmo.

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