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O Grito Profético das Marias



O encarceramento em massa é utilizado como política de segurança pública em vários países do mundo. O grande crescimento do número de pessoas privadas de liberdade e a ineficiência dessa estratégia, revelada pelos altos índices de violência, demonstra que essa questão precisa de um olhar mais atencioso e de outras alternativas - e não cárcere. Entre os anos de 2000 a 2016 houve um crescimento da população carcerária feminina de mais de 500%. Buscar desvelar a realidade do encarceramento feminino perpassa por muitas indagações.


Porque essas mulheres estão privadas de liberdade? Quais as particularidades que atravessam o aprisionamento feminino, o gênero feminino? Quem são essas mulheres? O presente trabalho escutou mulheres de vários lugares do Brasil que vivenciou o cárcere e convida a Igreja e a sociedade a aprender a caminhar com essas mulheres que continuam vivendo esta situação absurda no pós-cárcere numa dimensão de poder: poder sobreviver com projetos de vida que as reconectem com elas mesmas na busca de mais dignidade, menos castigo e da liberdade.


O cuidado com a vida ameaçada nos impulsiona a denunciar a fragilidade das Leis que também estão aprisionadas em (pré) conceitos que não diferencia justiça de vingança. É um chamado para aprendermos a pensar, escrever e agir livres dos cárceres e desafia a todos os homens e mulheres de boa vontade a experienciar o amor que transforma e liberta.


Por Rosilda Ribeiro Rodrigues Salomão



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