Desigualdade gera violência, basta de privilégios!

O 24º Grito dos Excluídos vem denunciar que a independência não está completa, que faltam direitos à grande maioria do povo brasileiro, excluídos da dignidade e da justiça social. Com a mensagem “Vida em primeiro lugar, Desigualdade gera violência, BASTA DE PRIVILÉGIOS”, os atos contra a desigualdade, a violência e os privilégios aconteceram em todas as regiões do Brasil. Essas foram as notícias que chegaram à Secretaria do Grito até agora. Mande informações de como foi o Grito em sua região, cidade, comunidade. ​ REGIÃO NORTE ​ RORAIMA ​ Boa Vista ​ Dia 07/09, “Este é o momento de reafirmarmos o nosso espírito fraterno, de nos colocarmos na pele dos outros e lutarmos para promovermos um Brasil mais humano e justo”. Foi com as palavras de Dom Mário Antônio da Silva, bispo da Diocese de Roraima, que diversas entidades sociais e cristãs abriram os trabalhos do 24º Grito dos Excluídos. Pelas estimativas da organização, mais de 500 pessoas participaram do ato. Diferente do que ocorreu em anos anteriores, onde a mobilização e passeata eram realizadas no Centro Cívico, a organização do evento decidiu apostar em um novo trajeto, escolhendo o bairro Asa Branca para a edição deste ano. ​ PARÁ ​ Belém ​ ​Dia 07/09, a concentração do ato foi em frente ao Centro Arquitetônico de Nazaré. Lideranças de movimentos populares, pastorais sociais e representantes da igreja Católica, Luterana e de Matriz Africana. Antes de iniciar a caminhada realizaram ato ecumênico. A marcha parou em frente à TV Liberal, filiada da Rede Globo, para reivindicar a democratização dos meios de comunicação. Ulisses Manaças, militante e comunicador do MST, falecido em agosto, devido um câncer, foi saudado pelos movimentos a todo momento. ​ Altamira ​ ​Dia 06/09, o Grito aconteceu no dia Amazônia, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da maior floresta tropical do mundo e da sua biodiversidade para o planeta. A caminhada teve início na Praça do Estudante e durante a mesma foi lembrado o alto índice de violência contra as mulheres, juventude e a comunidade da Lagoa, no Independente 1. Que lutam até hoje para serem realocados após Belo Monte ter impactado a área. Em frente à Celpa foram denunciados os abusos na tarifa de energia da população que chega a valores exorbitantes. O encerramento foi no cais da cidade, com uma mística em defesa da Floresta Amazônia e do Rio Xingu. ​ Tucumã ​ Dia 07/09, realizaram pela manhã uma passeata, saindo da Praça da Igreja católica até na praça no centro da cidade. Houve paradas na frente do Fórum, da SESPA e do Bradesco, falando sobre a justiça, a saúde e da questão dos privilégios. Na praça encerramos com uma celebração econômica e uma partilha. Participarem as várias pastorais da paroquia como Pastoral da Juventude, Pastoral do Dizimo, catequese, RCC, Pastoral da criança, Vicentinos, Comissão Justiça e Paz e Comissão Pastoral da Terra, além de algumas outras comunidades. ​ AMAPÁ ​ Macapá ​ Cerca de 500 pessoas participaram do Grito em Macapá, capital do Amapá. A concentração começou no bairro Marabaixo 3 e a marcha finalizou na frente da igreja matriz da paróquia São João Batista Piamarta. O evento trouxe a leitura de quanto a violência está ligada a desigualdade social, e isso acontece de norte a sul do país. AMAZONAS Manaus ​Dia 07/09, cerca de 2 mil pessoas de Pastorais Sociais e Movimentos da Arquidiocese, junto a Movimentos Populares, marcharam na zona norte de Manaus por melhorias na qualidade de vida do povo. Exigindo melhorias na saúde e no transporte, por segurança, uma das grandes preocupações na cidade. O evento contou com a presença de leigos, clero, religiosas, crianças, nossos irmãos/s venezuelanos e haitianos e todo povo de Deus que, mesmo com um sol escaldante, foi firme e forte até o final da marcha. REGIÃO NORDESTE ​ PIAUÍ ​ Teresina ​ Dia 07/09, às 9h, a concentração do grito foi no Parque Encontro com os Rios, e caminharam pela Av. Boa Esperança, na zona norte da cidade, o gritaram para que os moradores possam permanecer no local, tendo em vista que estão sendo ameaçados pelo poder local de remoção, o bairro existe há mais de 40 anos. ​ CEARÁ Fortaleza ​ ​O Grito aconteceu no dia 06/09 com ampla participação de movimentos sociais e pastorais sociais da arquidiocese de Fortaleza. Esse ano a opção foi pelos Círculos de Cultura, espaços onde se discutiram os eixos de luta do Grito, e se realizaram debates e troca de ideias sobre as formas de enfrentar os problemas. ​ RIO GRANDE DO NORTE ​ Mossoró ​ No dia 07 de setembro, participantes de movimentos sociais e pastorais do campo e da cidade se concentraram pela manhã ao lado do Ginásio Poliesportivo. Iniciamos com uma pequena celebração da vida pedindo a proteção de Deus e ecoando a oração do Pai Nosso. Entramos no desfile cívico, com nossas faixas e bandeiras de lutas contra o golpe, em defesa da democracia, dos nossos direitos e por Lula livre. O sindicato dos servidores municipais trouxe uma boneca gigante com o título Rosa de Hiroshima, denunciando o descaso da gestão da prefeitura municipal por não ter dado aumento do salário aos servidores e a falta de verbas para educação e saúde, etc. O ponto forte foi em frente ao palanque das autoridades, passamos de costas como gesto de desprezo aos golpistas e fazendo nosso ato em frente ao público como forma de valorizar a vida do nosso povo. Seguimos pela Avenida Alberto Maranhão, concluindo ao lado do Shopping Boulevard, com falas sobre o evento. E após fomos em marcha até a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, onde foi servida uma feijoada aos presentes. Participaram cerca de 200 pessoas. Neste ano a polícia não criou confronto. ​ PERNAMBUCO ​ Recife ​ Dia 07/09, com mais de 7 mil participantes, o Grito dos Excluídos foi às ruas da cidade. As falas durante a mobilização, que teve início na Praça do Derby e saiu em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, trouxeram um alerta a escalada de violência sofrida pelo povo brasileiro. E, em especial, aos trabalhadores e trabalhadoras mais pobres, desde a consolidação do golpe, via o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, seguida da retirada de direitos, privatização e precarização do trabalho, até a prisão de Lula e terminou com um abraço simbólico ao rio Capibaribe. O evento contou com a participação dos movimentos populares, religiosos e sindicais e uma delegação do Coletivo Democracia Santacruzense, integrado por torcedores do time local Santa Cruz. Pesqueira ​Dia 05/09, a concentração do grito ocorreu frente ao prédio da antiga fábrica Peixe, no centro da cidade. Houve apresentações culturais e atos públicos em defesa da educação pública de qualidade, o meio ambiente, a proteção social, a segurança e o emprego. ​ ALAGOAS ​ Maceió ​ ​Dia 07/09, em Alagoas, os movimentos populares se concentraram no Porto da Lancha, no bairro Vergel do Lago e logo caminharam até o Jaraguá, onde acontecia o ato oficial. O ato trouxe à tona a exclusão gerada pelo poder político e económico no Estado, a necessidade de democratizar a comunicação e a união popular na luta. SERGIPE Aracaju ​ ​Dia 07/09, o 24º Grito dos Excluídos reuniu mais de 2000 pessoas no centro de Aracaju. A concentração de pessoas, vários movimentos populares, sindicatos e pastorais sociais se iniciou às 08h00 na Praça Fausto Cardoso. No Ato de abertura, a Cáritas e jovens artistas apresentaram uma peça de teatro sobre a violência, o feminicídio, o latrocínio etc, frutos das desigualdades sociais e omissão do Estado na implementação de políticas públicas de geração de emprego, renda, segurança e bem-estar para a população. O Arcebispo Dom João José Costa presidiu a celebração inter-religiosa que contou com a participação de um Pai de Santo e um Pastor Presbiteriano. Várias freiras e padres também participaram da celebração. Da Praça Fausto Cardoso a multidão saiu em passeata até a Praça da Bandeira; fez várias paradas durante o trajeto. E as pastorais, sindicatos e movimentos tomavam a palavra fazendo seus gritos em defesa do povo de rua, menores abandonados, direito à moradia, contra o desemprego, a reforma trabalhista e a reforma da previdência. Já na Praça da Bandeira, Dom João Jose deu uma mensagem de fé e esperança, conclamando o povo a não desanimar na luta e no sonho por uma sociedade justa, sem ódio e sem violência. Todas as organizações populares fortaleceram os seus gritos por direitos e um projeto popular para o Brasil. BAHIA ​ Salvador ​ Dia 07/09, cerca de 3000 pessoas se concentraram no Campo Grande, onde foi feito ato contra a desigualdade social e a violência. A passeata foi até a praça Castro Alves, gritando contra a discriminação racial e étnica e exigindo os direitos das mulheres, indígenas e quilombolas. Reivindicando Lula Livre, a marcha também criticou a reforma trabalhista e a reforma da previdência. Diocese de Ruy Barbosa Dia 07/09, o Grito foi realizado na Zonal II, numa CEB rural, Indai. Os participantes foram em caminhada até à praça. Houve reflexão sobre o momento atual, com uma Carta do Fórum Social das Pastorais Sociais, Setor de Mobilidade Humana e Organismos da CNBB, com a Ir. Cleuza, da Cáritas. Houve também apresentações lúdicas, missa e momento do compromisso. ​ Feira de Santana ​ No dia 7/9, centenas de pessoas, Pastorais Sociais, Organismos e grupos da Igreja Católica, Sindicatos, Centrais, representações de Igrejas cristãs, participaram do desfile. Foi a primeira vez que incorporamos o desfile cívico. Essa mudança ocorreu a partir da incidência da Igreja com a realização do seminário Arquidiocesano que teve como tema “Fazer ecoar a voz da Igreja no Grito dos/as Excluídos/as em nossa Arquidiocese”. Também pela primeira vez realizamos uma celebração ecumênica no desfile, e contamos com a presença do Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, do Pastor Batista, Jorge Nery Santana, e do Reverendo da Comunidade Anglicana da Ressureição, Adriano Portela dos Santos. Além deste momento de profecia e comunhão, lançamos a campanha “Seu voto VALE? Então VOTE certo!”, uma iniciativa das Pastorais, Organizações e Organismos da Bahia para incentivar o voto consciente, impulsionando os eleitores a votar em candidatos/as comprometidos com a justiça social e a paz. Na realização do Grito dos Excluídos mais uma vez o Movimento Nacional da População de Rua e a Cáritas Arquidiocesana viveram o inesperado da mística e da militância. Um jovem de 22 Anos chegou até nós dizendo que queria ir para uma comunidade terapêutica, e que iria caminhar conosco no Grito e ficaria esperando nossa resposta. Começamos na caminhada a dialogar entre os militantes e vimos que o GRITO daquele jovem era muito importante. Ao final, sentamos juntos com ele e fizemos a escuta. Como era feriado e os serviços não funcionavam, buscamos alguns parceiros e o jovem foi acolhido. ​ Ichu ​ Dia 07/09, o Grito teve início no Centro de Abastecimento, às 08:30h, com uma concentração e mística, em seguida caminhada por algumas ruas da cidade, realizaram paradas de reflexão que foram conduzidas pelas organizações sociais do município e às 10h30 na Igreja Matriz, ocorreu o encerramento com a Missa. ​ Itapetinga ​ O momento celebrativo do Grito aconteceu no dia 06/09, no Clube dos Operários, com apresentação de vários artistas da terra, e manifestação dos movimentos sociais e sindicatos da cidade. No dia 07/09, realizamos o 24º Grito dos Excluídos na cidade, levando para a Praça Dairy Wallei a denúncia dos privilégios que geram a desigualdade e a violência, por meio da violação de direitos contra a população das classes populares e degradação da vida. Ecoaram forte no Grito protesto contra a violação dos direitos dos professores e servidores públicos pela administração local (descumprimento da Lei do Piso, no que se refere a garantia de 1/3 da carga horária para planejamento, regularização da vida funcional de novos concursados, negação do direito à licença prêmio e licença para formação a nível de mestrado, adoecimento dos profissionais da educação); abandono dos bairros periféricos que sofrem com a falta de pavimentação de ruas e atendimento à saúde; Violência promovida pelo Estado (polícia) e tráfico de drogas; Feminicidio; Repúdio à grande mídia, com destaque para a Rede Globo de Televisão; Reivindicações do Centro de recuperação Vou Viver, e protestos do movimento SOS animais de rua contra maus-tratos e abate de jumentos ocorridos no município . Ao longo dos vinte e três anos que vem sendo realizado na cidade, o Grito dos Excluídos tem sido símbolo de resistência da luta protagonizada pela Igreja católica e pelas classes populares. REGIÃO CENTRO OESTE ​ Brasília (DF) ​ ​Dia 07/09, o Grito ocorreu na Esplanada dos Ministérios, entre a Biblioteca e o Museu Nacional. Do outro lado aconteciam as comemorações oficiais da Independência do Brasil. O Grito dos Excluídos no DF contou com algumas intervenções culturais, incluindo do trompetista Fabiano Leitão, conhecido por tocar jingles em referência a Lula “invadindo” transmissões de jornais televisivos. Sueli Bellato, da Comissão Justiça e Paz, explicou ao jornal Brasil de fato o mote desta edição do Grito dos Excluídos, relacionando-o especificamente ao privilégio de algumas categorias no país: “Há mais de vinte anos, o Grito dos Excluídos reúne setores da igreja, dos movimentos, dos partidos para denunciar as desigualdades. Um tema que está presente na sociedade é a violência. Nós entendemos que ela é consequência, não causa, da má distribuição e da injusta organização social que temos. Não é justo que o Judiciário ganhe tanto enquanto o salário mínimo sequer acompanha os reajustes devidos”, diz Sueli. ​ MATO GROSSO Arquidiocese de Cuiabá ​ A coordenação dos trabalhos de preparação e realização do Grito conta com as CEBs, Movimento Justiça e Paz da Arquidiocese e religiosas de congregações diversas, envolvidas na luta junto com os despossuídos e excluídos. No dia 7/9, na Paróquia Sagrada Família foi discutido o tema Democracia e Direitos, tendo como facilitador: Roberto Vaz Curso. Seguindo-se com Momento Celebrativo. Dia 12/9, no Museu do Índio, às 19h00min horas, será debatido o tema Dívida Pública, com o Prof. Armando - economia UFMT MT. Dia 14/9, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, às 19h00min horas, debate sobre o tema Basta de Privilégios, com Pe. Paulo - Prof. UFMT. A abertura/acolhida/mística Pe. Deusdedit. O debate sobre o tema Democratização da Comunicação será dia 21/9, na Paróquia do Rosário e São Benedito - 19:00 horas, com assessoria do Pastor Teobaldo. Dia 28/9, na Paróquia do Divino Espírito Santo, às 19:00 horas será discutido o tema Violência: pensar para construir, criar e recriar, com a jornalista Ana Paula Lawchovisky. Finalmente, no dia 29/9, será realizada a CAMINHADA PELA PAZ, com saída às 15h00min, da Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe (Novo Mato Grosso), passando pelo São Carlos, chegando à Paróquia Sagrada Família (Carumbé). MATO GROSSO DO SUL ​ Campo Grande ​ ​Dia 07/09, Movimentos populares, estudantis e sindicais participaram do Grito dos Excluídos na capital. Segundo Edivaldo Bispo Cardoso, integrante da comissão regional de Justiça e Paz da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a maior violência é o momento atual vivido pelos brasileiros. “Para nós, cristãos, é o momento de retrocesso na democracia, que é a profunda violência contra mulheres, indígenas, quilombolas e sem-terra”. A marcha criticou o governo golpista de Michel Temer e as medidas como o congelamento do investimento público e a reforma trabalhista. REGIÃO SUDESTE ​ SÃO PAULO ​ São Paulo ​ ​Dia 07/09, cerca de 6 mil pessoas saíram em caminhada desde a Avenida Paulista até o Parque Ibirapuera, na capital paulista. Além de protestar contra os privilégios que geram a desigualdade e a violência, os marchantes exigiram Lula Livre, direito à moradia, direitos das mulheres, dignidade para os povos indígenas, saúde, educação e proteção social. Participaram movimentos populares do campo e da cidade e pastorais. Em outro ato, realizado também em São Paulo, vários movimentos populares, sociais e pastorais se concentraram frente ao Largo São Francisco em defesa do trabalho digno, saúde e educação. Repudiaram o programa “Cidade Linda”, criado pelo ex-prefeito da cidade, João Dória, que criminaliza a população em situação de rua. Dom Eduardo, bispo auxiliar da região da Sé, e o padre Júlio Lanceloti, da Pastoral do Povo de Rua, estiveram presentes e reforçaram o grito pelo direito à cidade e à dignidade humana. Do Largo seguiram em passeata até a Praça da Sé, finalizando na Praça do Correio, onde há uma exposição em homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns. Aparecida ​ ​Dia 07/09, as Pastorais Sociais e Movimentos Populares gritaram também no Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, e o fizeram junto à 31ª Romaria dos Trabalhadores, que teve como lema “O povo trabalhador com esperança, fé e ação derruba o sistema de maldade e exploração”. Os movimentos denunciaram o Estado e o capital como fomentadores da morte, assim como o desemprego e a violência contra as minorias sociais e demandaram um Estado a serviço do povo e da nação e um projeto popular para o Brasil. São Bernardo do Campo ​ Dia 07/09, concentrados no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, pela manhã, os manifestantes seguiram em marcha pela Rua Marechal Deodoro até à Praça da Matriz, o mesmo caminho percorrido pelos trabalhadores e trabalhadoras na luta contra a ditadura militar, no final dos anos 70, e repetido sempre que os direitos de nossa classe estão em risco. O Grupo ARCA de Teatro realizou uma emocionante intervenção em todo o trajeto, representando um cortejo fúnebre, onde a reforma trabalhista, a mídia golpista, a retirada de direitos e o golpe de Estado em curso no Brasil foram simbolicamente enterrados. RIO DE JANEIRO ​ Rio de Janeiro ​ ​Dia 07/09, centenas de pessoas se reuniram na Avenida Presidente Vargas e seguiram em caminhada até à Praça Mauá. Os manifestantes tiveram que ser escoltados pela Polícia Militar, que fez um cordão de proteção ante as ameaças de seguidores do candidato à presidência, Jair Bolsonaro. MINAS GERAIS Belo Horizonte ​ ​Dia 07/09, a realização do Grito foi marcada pela grande manifestação de diversidades atingidas pela exclusão inerente ao sistema. A concentração se formou na Praça da Rodoviária e seguiu até a Praça Sete, onde foi encerrada a marcha. O Grito buscou mostrar à população os parlamentares que votaram a favor das reformas golpistas, a parcialidade da justiça, o monopólio da mídia, as violências contra a juventude pobre, o direito à moradia, o direito à dignidade da população de rua e a retirada dos direitos imposta pelo golpe. Arquidiocese de Mariana ​Dia 07/09, cerca de 1200 pessoas participaram da Marcha e da celebração do 24º Grito dos Excluídos, em Congonhas do Campo, na arquidiocese de Mariana. As pastorais e os movimentos populares gritaram contra a desigualdade social, a violência e os privilégios que a geram. Mas um dos gritos principais foi contra a ação devastadora das mineradoras na região, entre elas a Samarco, responsável do crime que matou 19 pessoas, apagou povoados inteiros e devastou a Bacia do Rio Doce. Arquidiocese de Montes Claros Dia 07/09, Pastorais Sociais, lideranças e movimentos realizaram o Grito dos Excluídos, às margens do Rio São Francisco, na cidade de Januária, em apoio aos povos tradicionais. REGIÃO SUL ​ RIO GRANDE DO SUL ​ Caxias do Sul (RS) ​ O ato do Grito ocorreu logo após o desfile oficial do Sete de Setembro, contando com representantes de sindicatos, da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho, da Marcha Mundial das Mulheres de Caxias do Sul e da ONG Construindo Igualdade, entre outros. O objetivo foi chamar às ruas aqueles que estão em situação de opressão e dominação e mostrar que existe todo um Brasil que não é contemplado em marchas, no hino, na bandeira e no status quo. SANTA CATARINA ​ Florianópolis (SC) ​ ​Dia 07/09, o Grito em Santa Catarina iniciou na comunidade Monte Serrat (Morro da Caixa) e passou no Morro do Mocotó, onde a Polícia Militar está acampada há mais de um mês, com atitudes repressivas e violentas contra as pessoas da comunidade. A marcha parou cinco vezes ao longo do percurso. O primeiro grito colocou as pautas da juventude; o segundo o repúdio à violência contra as mulheres do campo e da cidade; o terceiro contra as privatizações e os descasos e retrocessos das políticas públicas; o quarto, o grito contra a violência à população LGBT e o quinto trouxe as pautas do povo sem teto. ​ PARANÁ Apucarana (PR) ​ Em Apucarana, Paraná, foram realizadas, várias ações como atividades do 24º Grito dos Excluídos 2018. Seminário dia 04/09/2018, com exposição e debate, de três temas: Conjuntura atual e prejuízo aos trabalhadores, Superação da Violência, com ênfase no feminicídio e Laudato Sí. No dia 079, Panfletagem com Boletim do 24º Grito, durante o desfile. Grito mirim em Periperi, Salvador (BA) Pré Grito dos Excluídos na Praça da Revolução em Periperi, Salvador-BA. A Pastoral do Menor junto aos Centros Comunitários da Suburbana mobilizando crianças e adolescentes para uma conscientização política e motivando-as a darem seu grito. 25º GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS Vida em Primeiro Lugar ​ “Este sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade.” O lema do 25º Grito dos Excluídos e Excluídas foi definido na reunião da Coordenação Nacional, realizada em 18/02, em São Paulo, a partir de sugestões vindas de todo o Brasil de articuladores locais e regionais. Tendo por base o tema da Campanha da Fraternidade deste ano “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27), bem como o momento político e social em que vive o país. ​ Os últimos acontecimentos só confirmam que a vida está perdendo valor para a morte. Tragédias anunciadas se repetem, a violência cresce de forma generalizada, sobretudo contra mulheres e homossexuais, jovens, negros e pobres; a natureza continua sendo destruída. Por irresponsabilidade dos governos e donos do capital, centenas de vidas vêm sendo ceifadas. No crime da empresa Vale, em Brumadinho (MG), neste ano, foram mais de trezentas vidas soterradas pela lama, matando também rios e o solo. ​ Em contrapartida, há uma escalada desenfreada de desmonte das políticas públicas, dos direitos sociais adquiridos a duras penas, que ronda também o direito à liberdade, não só da mídia, mas dos cidadãos em geral. ​ Diante disso e do que mais ainda está por vir, é preciso continuar gritando que “Esse sistema não Vale!”, porque coloca o dinheiro e o mercado em primeiro lugar e não respeita a vida. É preciso lutar por justiça, direitos e liberdade.

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