top of page

My Items

I'm a title. ​Click here to edit me.

Chegou o Hino do 32º Grito!

Chegou o Hino do 32º Grito!

A caminhada já tem trilha sonora! O hino oficial de 2026 é um grito que ecoa terra, paz, moradia, mulheres vivas e soberania – e a gente quer que você cante junto nas ruas no dia 7 de setembro e em todas as mobilizações da Semana da Pátria!
Com o tema permanente "Vida em Primeiro Lugar!" e o lema "Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!", o Grito deste ano denuncia o déficit habitacional, o feminicídio e a violência no campo, conectando lutas por direitos básicos e soberania popular.
Vamos espalhar essa canção! Compartilhe, ensaie, leve para os seus grupos, prepare a voz e o coração para o 7 de setembro.
A letra: Hino do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas - 2026
É terra, é paz, é moradia
Mulheres vivas, soberania (4x)
Vamos seguindo pelas ruas
Gritando alto pela justiça
Juntando força na caminhada
Fortalecendo nossa jornada.
Erguendo a voz pelo direito
Defende a vida e o respeito
Teto, trabalho, saúde e pão
Contra injustiça e a opressão.
Letra e música: Enildo
Arranjos e produção: Estúdio Art Music Records (Cabo de Santo Agostinho – PE)
Guarde a data: 7 de setembro vamos às ruas gritar por vida, direitos e justiça!

32º Grito dos Excluídos e Excluídas alerta para crise habitacional e destaca o protagonismo feminino na luta por moradia digna

32º Grito dos Excluídos e Excluídas alerta para crise habitacional e destaca o protagonismo feminino na luta por moradia digna

Com avanço do aluguel, queda de casas quitadas e pressão da especulação imobiliária, país soma quase 6 milhões de famílias no déficit habitacional; desigualdade de gênero e raça centraliza debate no setor
Por Claudia Pereira - Comunicação Cepast-CNBB e Grito dos Excluídos/as
Reafirmando o tema “Vida em Primeiro Lugar!”, a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas ecoa o grito sobre a crise habitacional brasileira e o perfil de quem mais sofre com a falta de teto no país. Sob o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os movimentos sociais denunciam o aumento do custo de vida, a disparada dos imóveis alugados e a financeirização do solo urbano, apontando que a garantia de uma moradia digna é condição indispensável para a soberania e a sobrevivência das mulheres.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e de entidades do setor revelam uma mudança significativa no perfil de ocupação das cidades brasileiras, marcada pelo encarecimento do custo de vida e pela financeirização do solo urbano.
Atualmente, o Brasil registra 5,97 milhões de domicílios em déficit habitacional e outros 27,6 milhões em situação de inadequação (como infraestrutura precária, adensamento excessivo e insegurança fundiária), segundo a Fundação João Pinheiro. No centro desse cenário estão as famílias chefiadas por mulheres, que representam 62,6% do déficit habitacional no país. Mulheres de ocupações mobilizadas por direito à moradia em protesto na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Foto: Gorete Gama/Jubileu Sul Brasil
A luta das mulheres pela casa própria
Segundo dados do IBGE, as mães solos constituem 55% das mães brasileiras, sendo a maioria composta por mulheres negras. Um levantamento da ONG Habitat para a Humanidade Brasil destaca o peso do custo de vida para esse grupo: em média, 32% do orçamento vai para o aluguel, 26% para alimentação, 11% para mobilidade e 30% por filho.
A desigualdade se torna ainda mais severa ao cruzar o fator racial. A Habitat para a Humanidade Brasil aponta que uma mulher negra pode levar até sete gerações, o equivalente a 184 anos, para conseguir comprar a casa própria no país. A estimativa considera um cenário em que a mulher mantenha renda estável e consiga poupar cerca de R$ 31,62 mensais após arcar estritamente com despesas básicas (sem gastos com lazer, emergências ou períodos de desemprego) para adquirir um imóvel de valor médio em uma favela (R$ 69.828,57).
Ao alcançar a marca de mais de 79 milhões de domicílios, o Brasil vive uma transição no perfil de moradia. De acordo com a PNAD Contínua do IBGE, o percentual de domicílios alugados subiu de 18,4% (12,3 milhões) em 2016 para 23,8% (18,9 milhões) em 2025 — uma alta de 54,1% no número de imóveis locados.
Financeirização, especulação e alternativas populares
A relação entre o direito à moradia e a especulação imobiliária foi debate central no painel sobre Habitação e Organização Popular, conduzido durante a programação do Grito dos Excluídos. Evanisa Rodrigues, militante da União Nacional por Moradia Popular (UNMP) e da Pastoral da Moradia, alerta para o fenômeno da financeirização e para os impactos da transformação de imóveis em ativos financeiros de grandes incorporadoras listadas na Bolsa de Valores.
"A moradia é a porta de entrada para todos os demais direitos. Vivemos hoje em um país com uma dinâmica de financeirização muito mais intensa e com maior violência no trato do espaço urbano", ressaltou Evanisa durante intervenção a partir do canteiro de obras de um mutirão habitacional na Zona Leste de São Paulo.
A análise também reforça como processos de gentrificação, avanço de plataformas de aluguel por temporada e expulsão da população de baixa renda para periferias desprovidas de infraestrutura agravam a crise. Dados apresentados indicam que 74% das famílias em situação de déficit habitacional possuem renda inferior a dois salários mínimos, ficando fora do mercado imobiliário formal.
Frente a esses desafios, que incluem ainda a emergência climática em áreas de risco e disputas por orçamentos públicos, os movimentos sociais destacam saídas baseadas na organização popular. Entre as alternativas citadas estão a produção por autogestão (como o Minha Casa, Minha Vida Entidades e cooperativas), ações da Campanha Despejo Zero e a implementação de instrumentos como o Termo Territorial Coletivo (TTC).
Nas frentes do campo e da cidade, a resistência ganha voz no protagonismo feminino e comunitário. Líderes como Zeca, do Movimento Sem Terra (MST), ressaltam o papel das mulheres no enfrentamento direto na luta pela terra e moradia. Já em Belém (PA), a liderança comunitária Francisco aponta como intervenções urbanas de grande porte têm desconsiderado a participação das periferias locais, como no bairro Terra Firme, local escolhido para as manifestações do Grito dos Excluídos. INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA Assessoria de Imprensa do Grito dos Excluídos e Excluídas: Karina Pereira da Silva: (11) 99372-3919 Ana Valim: (11) 99600-9938E-mail: gritonacional@gmail.com

32º Grito dos Excluídos e Excluídas denuncia a violência no campo brasileiro e o trabalho escravo

32º Grito dos Excluídos e Excluídas denuncia a violência no campo brasileiro e o trabalho escravo

Com 75% dos registros de conflitos rurais concentrados na disputa territorial, lema de 2026 reafirma a defesa da Terra, da Paz, da Moradia e da Soberania Popular contra a omissão do Estado

Por Claudia Pereira - Comunicação Cepast-CNBB e Grito dos Excluídos/as Os conflitos por terra permanecem no centro da disputa social e política no Brasil, representando 75% de todas as ocorrências rurais registradas no país em 2025. Esse diagnóstico está exposto no relatório Conflitos no Campo Brasil 2025, divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Os dados conectam com as pautas do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas (2026). Sob o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, a mobilização popular conecta a luta pelo acesso à terra, combate ao trabalho escravo e à violência institucional.
Apesar de o relatório apontar uma redução de 28% no total geral de ocorrências em 2025 (1.593 registros contra 2.207 em 2024), os números da violência contra a posse e a ocupação da terra atingiram a marca de 1.186 casos. O estado do Maranhão lidera o ranking nacional de violência pela terra, com 190 registros, seguido por Pará (142), Rondônia (111) e Bahia (101). O levantamento chama a atenção para o crescimento contínuo de violações causadas por omissão e conivência do Estado (224 casos) e pela violação das condições de existência das comunidades (117 casos).
Paralelamente, a letalidade no campo atingiu patamares gravíssimos: os assassinatos dobraram em 2025, passando de 13 para 26 mortes. A Região Norte concentrou 61% dos assassinatos, e cerca de 77% das execuções foram atribuídas à ação de fazendeiros, atuando como mandantes ou executores. Em 2025, 1.991 trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo rural em 159 casos. Foto: João Roberto Ripper
Luta e resistência no chão da Terra
É preciso reforçar que não se pode apenas olhar ou ouvir esses números alarmantes: é preciso ter sensibilidade e compreender que foram vidas ceifadas e violentadas. Diante deste contexto e da morosidade histórica do Estado em avançar com a Reforma Agrária e garantir a segurança de lideranças ameaçadas, os movimentos populares mantiveram a resistência ativa.

Em 2025, foram registradas 100 ações diretas de resistência por terra, entre ocupações, acampamentos e retomadas territoriais, com protagonismo destacado das famílias Sem Terra (72 ocupações e 9 acampamentos) e de povos indígenas e tradicionais, que se contrapuseram a megaempreendimentos de infraestrutura, mineração e ao avanço do agronegócio.
Conexão com o trabalho escravo e disputa pela água
A negação do acesso à terra alimenta diretamente o ciclo do trabalho análogo à escravidão no campo e nas cidades. Em 2025, 1.991 trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo rural em 159 casos (alta de 23% no número de pessoas libertadas), com destaque para setores como construção de usinas, lavouras, cana-de-açúcar, mineração e pecuária. No ambiente urbano, o resgate de trabalhadores saltou 60%, atingindo 1.007 pessoas libertadas.
A disputa territorial reflete-se também nos conflitos pela água (148 ocorrências em 2025). A apropriação privada dos recursos hídricos, a contaminação por agrotóxicos e rejeitos minerários e a destruição de mananciais atingem praticamente todos os estados do país, vitimando principalmente pescadores artesanais, ribeirinhos, indígenas e quilombolas.
Mobilização nacional e eco feminino
Para a coordenação do Grito dos Excluídos e Excluídas, a denúncia desses dados é fundamental para romper o silêncio e dar visibilidade à luta popular. O lema deste ano traz ainda a urgência do combate ao feminicídio, que vitimou mais de 1.500 mulheres em 2025, ressaltando a vulnerabilidade acrescida sobre as mulheres camponesas, indígenas e moradoras das periferias urbanas.
Como ocorre desde 1995, a grande mobilização do Grito será realizada no dia 7 de setembro em todo o país, propondo uma cidadania ativa e a construção de um projeto soberano e popular em contraposição ao patriotismo passivo oficial.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA Assessoria de Imprensa do Grito dos Excluídos e Excluídas: Karina Pereira da Silva: (11) 99372-3919 Ana Valim: (11) 99600-9938E-mail: gritonacional@gmail.com

'Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!'

'Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!'

Esse é o lema da trigésima segunda edição do "Grito dos Excluídos e Excluídas”, de 2026, que tem por tema permanente: “Vida em Primeiro Lugar!”.
Por Ana Valim e Claudia Pereira - Comunicação Grito dos Excluídos/as
O lema do Grito, manifestação que acontece em todo o Brasil na Semana da Pátria, sobretudo no dia 7 de setembro, dialoga com o tema da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, com a conjuntura política, social e econômica nacional e internacional e com a luta dos movimentos populares.
Neste ano, concentra-se nos rostos e situações em que a vida se encontra mais ameaçada e vulnerável: na defesa da terra, da paz, da moradia e da soberania. E traz, de forma contundente, um eco feminino diante da realidade brutal e revoltante que se expressa no aumento do feminicídio: mais de 1.500 mulheres foram assassinadas somente em 2025, no país. A escolha do lema anual é resultado de debates feitos nos locais, durante todo o ano, através da rede de articuladores e articuladoras do Grito espalhados em todas as regiões do Brasil.
Em 2026, já foram realizados, de forma online, três encontros de articuladores e articuladoras, em nível nacional, para troca de experiências e socialização de como está o processo de articulação nos vários estados. Os próximos encontros acontecem nos dias 1º/8 e 31/10, este para avaliação e continuidade para a próxima edição.
Os materiais impressos (cartaz, jornal, roteiro de celebração, hino do Grito, camisetas) podem ser solicitados à Secretaria Nacional do Grito pelo e-mail: gritonacional@gmail.com e por mensagem para 11 94761-4232 (com Karina). A versão digital dos materiais também está disponível para baixar clicando aqui.
Siga o Grito no Instagram, no Facebook e no YouTube.
Origem e construção
A proposta do Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, da CNBB, cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, e lema: A fraternidade e os excluídos. O primeiro Grito foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema “A vida em primeiro lugar”.
Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro está a de fazer um contraponto ao Grito da Independência oficial. Nada melhor do que esta data para refletir sobre a soberania nacional, que é um dos eixos das mobilizações do Grito dos Excluídos e Excluídas e nesta perspectiva, se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, para além de um dia de festa e celebração, vai se tornando também em um dia de consciência política de luta por uma nova ordem nacional e mundial. É um dia de sair às ruas, comemorar, refletir, reivindicar e lutar.
A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio - doc. 56 nº 129). A cada ano, se efetiva como uma imensa construção coletiva, antes, durante e após o 7 de setembro. Mais do que um evento, o Grito é um processo, é uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, sindicatos, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Ele brota do chão, é ecumênico e vivido na prática das lutas populares por direitos.
O Grito é um processo de construção coletiva. Hoje compõem a Coordenação Nacional: Cáritas Brasileira (CB); Comunidades Eclesiais de Base (CEBs); Central dos Movimentos Populares (CMP); Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB); Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP); Comissão Pastoral da Terra (CPT); Juventude Operária Católica (JOC); Jubileu Sul Brasil (JSB); Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST); Pastoral Afro-Brasileira (PAB); Pastoral Carcerária (PCr); Pastoral da Juventude (PJ); Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP); Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM); Pastoral Operária Nacional (PO); Pastoral do Povo de Rua (PPR); Rede Rua (RR); Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (RT); Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM).
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA Assessoria de Imprensa do Grito dos Excluídos e Excluídas: Karina Pereira da Silva: (11) 99372-3919 Ana Valim: (11) 99600-9938E-mail: gritonacional@gmail.com

GRITO E PLEBISCITO, IRMÃOS GÊMEOS

GRITO E PLEBISCITO, IRMÃOS GÊMEOS

A vida em primeiro lugar. De uma parte, Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia. De outra parte, Uma grande consulta nacional para ouvir o povo sobre trabalho, justiça e dignidade. Embora o foco seja o Dia da Pátria - 7 de setembro, em contraponto às comemorações da falsa independência - ambas os movimentos constituem um processo conjugado, que não se limita a um só dia nem a uma única semana. Duas iniciativas populares que, desde a década de 1990, se complementam, se unem e se reforçam reciprocamente. Consultar a população sobre seus direitos básicos e sobre seu destino fundamental é prática popular que jamais pode ser descartada do horizonte democrático; mobilizar todas as forças sociais para levar às ruas, praças e campos os gritos sufocados pela opressão e dominação, pelo racismo, machismo ou xenofobia, é colocar em marcha as energias que veem da base, dos porões e periferias, do solo regado de suor, lágrimas e sangue. De fato, quem se comove, se mexe e se move. Três desafios estão em jogo: a) cuidado com a vida em todas as suas formas (biodiversidade) e com a preservação do meio ambiente, na busca pelo "bem viver" justo e digno, bem como por um legado positivo a ser deixado para as gerações futuras; b) defesa da democracia, hoje fortemente ameaçada não só pela ascensão da extrema direita e da tirania, em diversas partes do mundo, mas também por relações tóxicas e envenenadas que se infiltram nos mais variados relacionamentos, ambientes e instâncias; c) garantia dos direitos humanos inegociáveis, tais como o trabalho, a justiça e a dignidade, portas vitais para abrir outras vias de acesso ao bem-estar da população, com primazia para os pobres, excluídos e vulneráveis. Tanto o Grito quanto o Plebiscito são precedidos e seguidos de outros tipos de manifestações. Marchas e celebrações, seminários e cursos, poemas e canções, encontros e debates, expressões culturais de todo tipo - são atividades que nutrem a força do povo a caminho. Ambos os movimentos, por outro lado, ganham nova tonalidade, em particular neste momento em que se veem ameaçadas não apenas a vida no planeta, a democracia e os direitos humanos, mas sobretudo a soberania nacional. Os ataques imperialistas perpetrados pelo Norte prosseguem, mesmo quando o colonialismo parecia morto e enterrado há tempo. Por isso ganha nova luz e novo vigor, ainda, o lema Soberania não se negocia. Grito e Plebiscito descem das arquibancadas e entram em campo para participar do jogo, sempre em processo, da verdadeira independência: livre, plural e em diálogo franco e aberto. O que procura fortalecer não o patriotismo passivo e de plateia, mas o patriotismo vivo e ativo. Luta e festa se unem, seja para comemorar as vitórias populares, seja para combater todo e qualquer jugo que dobre os joelhos e a coluna vertebral de pessoas e povos, nações e culturas. https://plebiscitopopular.org.br/

Nota de Solidariedade com o povo do Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Nota de Solidariedade com o povo do Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Nós, Articuladoras e Articuladores do Grito dos Excluídos e Excluídas, reunidos em São Paulo entre os dias 3 a 5 de maio, neste 22° Encontro, queremos manifestar nossa profunda solidariedade ao povo do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, frente à situação crítica com as enchentes que atingem ambos os estados. Neste momento de profunda tristeza e dor pelas enchentes e mortes que assolaram a região, queremos expressar nossa solidariedade incondicional. Reforçamos o Grito pela vida. Sabemos que enfrentar uma tragédia como essa não é tarefa fácil, mas nos prontificamos a animar e incentivar ações concretas de apoio. Reafirmamos o nosso compromisso a partir do tema do Grito dos Excluídos e Excluídas “Vida em Primeiro Lugar”, como diz o lema desde 30º Grito: “Todas as formas de vida importam. Mas quem se importa?”. Nestes 30 anos do Grito, temos denunciado que o modelo de desenvolvimento que destrói as margens dos rios, a mata ciliar e privilegia o agronegócio, tem contribuído com as mudanças climáticas. Defendemos o direito da natureza e o direito dos povos à Casa Comum. Conclamamos para que soluções sejam tomadas para mitigar e reparar o enorme dano causado pelas chuvas na região, privilegiar e priorizar as famílias. Que a força e a união estejam presentes entre todos os afetados e afetadas por essa situação. Nossos pensamentos e nossas orações estão com cada família que perdeu entes queridos, com cada pessoa desabrigada e com toda a comunidade que agora busca se reerguer. Que a esperança seja a luz que ilumina o caminho de todos vocês. Estamos juntos nessa jornada de reconstrução e renascimento. Conclamamos e orientamos para que nos mobilizemos para essas ações de solidariedade ativa nas campanhas de doação que estão sendo coletadas por diversas entidades participantes do Grito. Segue lista para doações de recursos financeiros: Cozinhas solidárias (MST, MTD, Levante da Juventude): pix CNPJ 04.674.671/0001-99 Jubileu Sul e Emancipa: pix emancipamulher@gmail.com Casa de Cultura & Resistencia: pix casadeculturaeresistencia@gmail.com Movimento de Atingidos por Barragens: pix CNPJ 73.316.457/0001-83 Cáritas Brasileira e entidades parceiras: pix CNPJ 33.654.419/0010-07 Regional da CNBB Sul 3: pix CNPJ 33.685.686/0010-41 SOS Rio Grande do Sul pix CNPJ 92.958.800/0001-38 Em solidariedade, Articuladores e Articuladoras do Grito dos Excluídos e Excluídas 2024

O Grito Profético das Marias

O Grito Profético das Marias

O encarceramento em massa é utilizado como política de segurança pública em vários países do mundo. O grande crescimento do número de pessoas privadas de liberdade e a ineficiência dessa estratégia, revelada pelos altos índices de violência, demonstra que essa questão precisa de um olhar mais atencioso e de outras alternativas - e não cárcere. Entre os anos de 2000 a 2016 houve um crescimento da população carcerária feminina de mais de 500%. Buscar desvelar a realidade do encarceramento feminino perpassa por muitas indagações. Porque essas mulheres estão privadas de liberdade? Quais as particularidades que atravessam o aprisionamento feminino, o gênero feminino? Quem são essas mulheres? O presente trabalho escutou mulheres de vários lugares do Brasil que vivenciou o cárcere e convida a Igreja e a sociedade a aprender a caminhar com essas mulheres que continuam vivendo esta situação absurda no pós-cárcere numa dimensão de poder: poder sobreviver com projetos de vida que as reconectem com elas mesmas na busca de mais dignidade, menos castigo e da liberdade. O cuidado com a vida ameaçada nos impulsiona a denunciar a fragilidade das Leis que também estão aprisionadas em (pré) conceitos que não diferencia justiça de vingança. É um chamado para aprendermos a pensar, escrever e agir livres dos cárceres e desafia a todos os homens e mulheres de boa vontade a experienciar o amor que transforma e liberta. Por Rosilda Ribeiro Rodrigues Salomão Clique aqui e acesse o PDF.

AVALANCHE DE EVENTOS E IMAGENS EXPRESSAM O GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS 2023

AVALANCHE DE EVENTOS E IMAGENS EXPRESSAM O GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS 2023

O título nada tem de exagerado ou pretensioso. Basta passar os olhos pelas telas e telinhas das redes sociais ou pelas notícias dos meios de comunicação – em especial a mídia local – para dar-se conta dessa verdadeira avalanche. Nos últimos anos, aliás, o Grito dos Excluídos e Excluídas vem ampliando seu raio de ação. Se em suas primeiras edições a iniciativa estava mais concentrada nas capitais dos estados, atualmente ela atinge um número cada vez mais expressivo de cidades médias e mesmo pequenas. Percorrendo semelhantes eventos, com suas respectivas imagens, cabem algumas observações para os debates e reflexões do chamado pós-Grito. Evitaremos citar exemplos para não correr o risco de sermos injustos com todas as pessoas que contribuíram para a construção desta iniciativa, hoje marca registrada da Semana da Pátria e do 7 de setembro. 1. Você tem fome e sede de quê? Já sabemos que o tema se repete todos os anos: Vida em primeiro lugar! Entretanto, o lema deste ano, em sintonia com a Campanha da Fraternidade, ajudou a abrir um duplo leque de debates. De um lado, traz à tona a fome de pão de milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. A renda não alcança para o arroz e o feijão, a cebola e o tomate, a fruta e os legumes, a batata e o ovo, o aluguel e o material escolar, a roupa e o calçado, os gastos com água, luz e gás!... Literalmente, em muitas casas e pelas ruas não há o que comer. Por outro lado, o lema faz emergir a sede de justiça de outros tantos trabalhadores e trabalhadoras, como também de milhares de agentes e lideranças dos movimentos e pastorais sociais, da academia e do sindicato, das entidades e organizações não governamentais, enfim, de todos, todas e todes que sonham, buscam e lutam por uma sociedade justa e solidária. As vozes se fizeram ouvir no grito uníssono. Infelizmente, as forças de repressão deram as caras em alguns eventos, mas não a ponto de impedir o direito de se manifestar. 2. Resgate do Dia Nacional da Independência Depois do funesto furacão dos anos anteriores, quando o dia 7 de setembro, junto com as cores da bandeira nacional, foi confiscado e manipulado pelos golpistas, e transformado numa data de ódio e violência – voltamos a respirar com alívio. Passado o medo e o perigo, as pessoas puderam sair às ruas e praças para celebrar o Dia da Pátria através do binômio festa e luta. Festa, claro, porque o Brasil tem o que comemorar, seja no sentido de ter resgatado ordem democrática, seja na conquista e defesa dos direitos humanos, em particular dos pobres, excluídos e vulneráveis. Mas também luta, uma vez que não basta eleger nossos representantes e cruzar os braços. O ato de depositar o voto nas urnas é importante, mas insuficiente. Para mudanças estruturais, é preciso ocupar as ruas, praças e campos. Foi o que se viu neste 7 de setembro: os gestos e imagens se repetiram e se multiplicaram por todo país. Independência representa, antes de tudo, a liberdade de descer das arquibancadas, entrar em campo e se manifestar. Continua o empenho por “terra, teto e trabalho”, como portas que descortinam outras portas em vista de uma cidadania sem fronteiras. 3. Grito múltiplo, plural e colorido De ponta a ponta do país as manifestações se fizeram presentes. No conjunto, pudemos notar uma mobilização múltipla, plural e colorida. Colorida, sem dúvida, porque as cores, da mesma forma que o céu, o ar, as notas musicais e as palavras, não têm dono. Jamais poderão ser apropriadas por grupos truculentos e minoritários. Pertencem a toda população. Vem à lembrança a universalidade do arco-íris e a canção Aquarela do Brasil. Também plural, pois não pode haver restrições ao saber ou saberes de pessoas e grupos. Direito de expressão, que não pode ser confundido com o direito de agressão. As diferenças, longe de nos empobrecer, sempre nos enriquecem. E ainda múltipla, na medida em que se fez sentir em todos os estados e em centenas de municípios, sem falar da grande caminhada, romaria e celebração de Aparecida/SP. Mas igualmente múltipla em sua linguagem: gestos, símbolos, marchas, atos públicos, teatro, poesia, música, dança, cartazes, faixas – tudo isso revestido pela palavra livre e aberta ao diálogo de escuta e troca de valores. 4. Consciência de um novo patriotismo Outra observação é que o Grito dos Excluídos e Excluídas vem ocupando sempre mais todas as horas do dia 7 de setembro. Pela manhã e pela tarde, foi possível acompanhar os atos, eventos, celebrações, entre outras formas de mobilização. Por várias cidades, os migrantes haitianos e venezuelanos, como também de países vizinhos, se fizeram presentes. Em numerosos lugares, o Grito se deslocou até a periferia, os assentamentos e acampamentos, as regiões mais longínquas. Vale assinalar, ainda, a presença de bispos, padres, religiosos e religiosas – numa prova de que boa parte da Igreja comunga e defende a população carente e vulnerável. Embora em menor número, as autoridades marcaram presença em lugares onde é maior a sensibilidade com os excluídos. Não obstante o contingente de participantes tenha diminuído em algumas cidades, aumenta em contrapartida, como já vimos, o número de iniciativas e de manifestações. Não podemos deixar de sublinhar a criatividade de vários eventos, conferindo maior riqueza e participação à população como um todo. 5. Tragédias e esperanças Convém concluir estas observações com um alerta para algumas tragédias, entre tantas outras, que mancharam negativamente a história recente do país. Em primeiro lugar, a morte por abandono e falta de alimento e atendimento médico do povo Yanomami, verdadeiro crime contra a humanidade. Depois. O aumento progressivo do povo em situação de rua – desempregados, subempregados e “descartáveis” – com destaque para a cracolândia, uma chaga aberta no coração da metrópole mais rica da nação. Vem em seguida a trajetória diária dos migrantes, das mulheres e crianças, uns sem perspectiva de encontrar o solo pátrio, outras com a violência a bater-lhes diariamente o calcanhar. Por fim, as inundações na região sul do país, que já contabilizam quatro dezenas de vítimas fatais e milhares de desabrigados. Catástrofe que vem se repetindo e que nada tem de natural. Hoje sabemos o quanto a devastação do meio ambiente, por parte da cobiça e ambição do lucro e do capital, pode levar a calamidades extremas de estiagens e tempestades. Gritos silenciosos, com imagens que clamam por mudanças urgentes e profundas no convívio do bem-viver com todas as formas de vida (biodiversidade) e no cuidado com “nossa casa comum”. Felizmente, o clima, a atmosfera e as vibrações do 29º Grito foram revestidos de um novo respiro. Resta ainda um longo caminho a ser percorrido, mas já vislumbramos um novo olhar de atenção para com a população empobrecida. A esperança venceu novamente o medo e a ameaça de nazifascismo, negacionismo e autoritarismo, mas precisa vencer os entraves, impasses e os nós que, histórica e estruturalmente, se arrastam pela trajetória desta terra de Santa Cruz. A vitória só será possível quando os gritos ocultos, silenciados, invisíveis e abafados saírem do chão, levantarem a cabeça e formarem o grande Grito dos Excluídos e Excluídas, em vista de transformações estruturais de ordem socioeconômica e político-cultural. Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs São Paulo - SP, 08 de setembro de 2023

29º Grito dos Excluídos e das Excluídas: gritos e princípios

29º Grito dos Excluídos e das Excluídas: gritos e princípios

Há 29 anos o Grito dos Excluídos e das Excluídas vem mudando o rosto do dia 7 de setembro no Brasil. O dia da pátria! Dia da Independência! A data não é mais exclusiva para desfiles cívico-militares, com alegorias à força do “Grito do Ipiranga”, de 7 de setembro de 1822. A articulação “Grito dos Excluídos e das Excluídas”, por organizações sociais da Igreja e dos movimentos populares, não se restringe ao dia da pátria, mas se estende por todo o ano com formações, articulações, reuniões, eventos culturais e audiovisuais. Com o tema permanente, “Vida em Primeiro Lugar”, o 29º Grito, traz o lema “Você tem fome e sede de quê? ”. Uma conexão com o tema da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica, mas também com a realidade que mais grita no Brasil nos últimos quatro anos: a fome. E esta se multiplica por vários fatores. Não apenas a fome de comida, mas de direitos básicos. 5 eixos gritantes O grito das políticas públicas Não há dúvidas que as políticas públicas que corroboram a superação da fome sofreram muitos cortes de recursos com os governos Temer, Bolsonaro e o congresso nacional que tem legislado na última década. O projeto neoliberal avançou para ultraliberal. Em outras palavras, restrição de políticas públicas e redução do Estado. Foram sucessões de atos como terceirização irrestrita, reforma trabalhista, reforma da previdência, teto dos gastos, privatizações, priorização da dívida frente às políticas públicas de educação, saúde, assistência social. O grito da Democracia e da Soberania A frágil democracia de 35 anos (desde 1988), já passou por várias emendas e alternâncias de grupos no poder. E nos últimos dez anos também vem sofrendo ataques que chegou ao seu ápice no 8 de janeiro de 2023. Um episódio ainda com muitas nuanças, que a CPMI dos atos golpistas de 8 de janeiro já está explicando. A justiça está desvendando outros aspectos. O fato é que há que se gritar e defender o sistema democrático. Democracia não é apenas a escolha de governo, mas construir uma cultura democrática. Toda a sociedade deve se tornar democrática. O grito contra as violências estruturais A escravidão durou “oficialmente” 340 anos. Mas, seu legado ainda persiste até hoje na sociedade. A marca do racismo estrutural, que para uma parte da população é “culturalmente aceitável”, segue determinando quem fica desempregado, quem sobrevive em situação de rua, quem mora nas periferias, nas ocupações, quem prevalece como maioria nas prisões e nos índices de vítimas de assassinatos. Lado a lado com esse legado, grita-se também contra o machismo e o patriarcado que dissemina um acultura de morte. O grito dos Povos Originários Não há como deixa de gritar contra o marco temporal das terras dos povos indígenas. O caderno de conflitos da CPT aponta que 2022 os primeiros alvos da violência foram os povos indígenas. O relatório de violência contra essa população em 2022, organizado e lançado em 2023, pelo Conselho Indigenista Missionário – Cimi, aponta que entre 2019 e 2022 foram registrados 795 assassinatos de indígenas. Morreram também 3.552 crianças indígenas, de 0 a 4 anos de idade. O assassinato de mãe Bernadete, do quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, BA, é um retrato da perseguição que as comunidades quilombolas sofrem por aqueles que disputam seus territórios. Grito contra as desigualdades, economia que mata e a injustiça social A fome é o resultado de uma economia concentrada nas mãos de uma minoria numérica que se conta facilmente nos dedos das mãos. A restrição de direitos, redução de investimento e má gestão das políticas públicas oferecidas empurram os pobres para o vale da fome, insegurança alimentar e das péssimas qualidades de vida. O problema das taxas de juros elevadas segue sugando o dinheiro dos pobres para enriquecer os bancos. Há que gritar, em alto e bom som, pela redução das taxas de juros, pela taxação das grandes fortunas e pela reparação da dívida pública. Princípios de um grito profético O Grito dos Excluídos e das Excluídas é carregado de anúncios e princípios. A solidariedade é a retaguarda da vida entre os pobres. Um elo que fortalece e transforma os gritos em serviço. São mutirões para superar a fome, o desemprego, a má qualidade na educação, a ausência de moradia, a miséria. São inúmeras cestas básicas, cursos profissionalizantes, projetos educacionais de “reforço” educacional, cozinhas solidárias, marmitas solidárias, entre outros tantos grupos solidários diante de tantos sofrimentos. Organização e unidade. O Grito tem sido um dos poucos momentos no Brasil que reúne uma convergência de forças sociais, sobretudo entre pastorais de Igrejas e movimentos populares. Isso é fundamental da articulação do Grito. Esse princípio deve ser fortalecido em busca de uma unidade nas lutas convergentes: fortalecimento de classe e questões estruturais. Um dos princípios fundamentais do Grito (e de qualquer atividade de articulação social em torno dos problemas reais do povo) é a formação na ação. Nesse espaço de convergência a gente aprende a lidar com muitas questões na área cognitiva da luta: leitura da realidade, trabalho em equipe (democrático), priorização de pautas, exercício de liderança, diálogo institucional, trabalho de base, educação popular. O Grito é uma corrente de criatividades. Desde a preparação com rodas de conversas (virtuais e presenciais), sarau cultural, plenárias populares, manifestações de ruas, praças, comunidades, programas de rádio, TVs, vídeos, faixas, cartazes, bandeiras, teatros, dentre outras tantas formas de expressar o grito do povo. Este ano, 2023, é o primeiro Grito durante um governo progressista, após seis anos de aniquilamento das políticas públicas. Portanto, um grito pela reconstrução do Brasil, que priorize todos os brasileiros e brasileiras, na sua diversidade e especificidade. Esse exercício da articulação do Grito deve ser um ensaio de muitas lutas (pressão) que as forças populares devem manter solidária, organizada e unida na defesa da democracia, dos povos, dos direitos e da ecologia integral. Por: Jardel Neves Lopes - Campanha contra a Violência no Campo; Assessoria de Incidência Política Compartilhada; Pastoral Operária

Fome de direitos e sede de justiça: coletiva de Imprensa do 29º Grito dos Excluídos e Excluídas

Fome de direitos e sede de justiça: coletiva de Imprensa do 29º Grito dos Excluídos e Excluídas

Aconteceu no dia 04/09 (segunda-feira) de setembro de 2023, às 10h, de forma remota, a Coletiva Nacional de Imprensa do 29º Grito dos Excluídos e Excluídas. Esta atividade foi transmitida no formato online pela página oficial do Grito no Facebook e pelo canal do Youtube e entidades parceiras. Com o intuito de oferecer aos jornalistas uma reflexão mais aprofundada sobre os objetivos do Grito esta Coletiva de Imprensa contou com a mediação de Daiane Höhn, integrante nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Coordenação Nacional do Grito dos Excluídos e Excluídas. O lema do Grito para este ano é “Você tem fome e sede de quê? ”. A escolha deste lema proporciona um diálogo com o tema da Campanha da Fraternidade de 2023, que é “Fraternidade e Fome”, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos (CNBB). “O Brasil voltou ao mapa da fome, por isso, torna-se urgente debater este tema e fazer com que o Grito seja uma convocação permanente, que cause transformação nesta sociedade tão injusta”, afirmou Daiane. Foram convidados para esta Coletiva: Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo/MA e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da CNBB; Leila Denise, dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), coordenação Rondônia e Via Campesina; Rosilene de Jesus Santos, conhecida como Negah Rosi, raizeira e educadora, fundadora da União dos Atingidos em São Sebastião, Litoral Norte/SP; e também, José Vanilson Torres da Silva, do Movimento Nacional População de Rua-MNPR no Rio Grande do Norte/Nordeste e coordenação nacional; Conselheiro Nacional de Saúde pelo MNPR; Conselheiro Estadual de Assistência Social pelo MNPR; Conselheiro Municipal de Assistência Social de Natal-CMAS pelo Fórum em Defesa da População em Situação de Rua de Natal-FDPRN. Alimentar a Esperança O Grito dos Excluídos e Excluídas dá lugar as vozes e as lutas das pessoas empobrecidas, invisibilizadas e silenciadas em nosso país. Os gritos são por mudanças estruturais e por políticas públicas; por uma vida digna, por trabalhos justos, por cultura e lazer. É diante desta infinidade de gritos que ecoam por mudanças na conjuntura política, social e econômica que as lutas cotidianas dos movimentos sociais se torna única: A Vida em Primeiro Lugar! “É gritante e desafiante o tema da fome, principalmente quando existem mais de 33 milhões de pessoas passando fome e mais de 100 milhões sofrendo alguma necessidade”, afirma Dom Valdeci ao explicar a importância da mobilização do Grito em todas as regiões do Brasil para que de fato os gritos abafados possam ecoar e ser ouvidos na sociedade e assim lutar por um país mais justo e fraterno. Dom Valdeci falou sobre os três degraus do exercício da caridade. O primeiro tem a ver com o dar alimento a quem tem fome; o segundo diz respeito a promoção da vida: dar trabalho a quem está desempregado ou criar projetos que ajudem os jovens na sua formação para que não se tornem massa de manobra da sociedade; e o terceiro acontece quando se luta por uma sociedade justa e quando toda transformação se concretiza na implementação de políticas públicas. É por este motivo que o Grito dos Excluídos e Excluídas também está em sintonia com a 6ª Semana Social Brasileira que tem como tema: “Mutirão pela Vida por Terra, Teto e Trabalho”. Para Dom Valdeci todas estas iniciativas estão a serviço da vida e daqueles que não têm vida digna: “Somos então convocados a juntos realizarmos esta construção de um projeto popular que venha corresponder aos anseios de todos os excluídos e excluídas de nossa sociedade”, afirmou. Por fim, Dom Valdeci destacou que o objetivo geral do Grito é alimentar a esperança. Anunciar a esperança de um mundo melhor, sociedade mais justa e mais fraterna. É por este motivo que os movimentos populares são de suma importância por estarem solidários para ouvir a voz daqueles que gritam por vida em primeiro lugar. Temos fome de Justiça e Moradia Rosilene de Jesus Santos se fez presente nesta Coletiva trazendo o grito testemunhal vivenciado pelos moradores da Vila Sahy em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Trata-se dos deslizamentos de terra provocados por um temporal no dia 19 de fevereiro e que causaram 65 mortes e destruição na região. Negah Rosi, como é conhecida na comunidade, afirmou que os moradores se organizaram e fundaram a União dos Atingidos em São Sebastião com o objetivo de lutar por justiça diante do descaso do poder público. “Muitas famílias continuam em áreas de risco, muitas mães solos não estão conseguindo trabalhar e nem conseguem emprego, estão doentes. A luta é por moradia digna porque os moradores tiveram que deixar as suas casas para ir morar em prédios. É muito difícil esta nova realidade”, enfatizou. A dor maior da comunidade está no fato de que entres os 65 mortos estão muitos adolescentes e pessoas idosas. Deste modo, o grito é por não terem sido ouvidos em momento algum. Até este momento não aconteceu nenhuma assembleia pública e constantemente encontram as portas fechadas da prefeitura. Quando fazem alguma mobilização são chamados de baderneiros. “Temos que suportar as falas preconceituosas de pessoas que nos chamam de preguiçosos, sendo que a maioria são mulheres e trabalham como empregada doméstica, por isso, temos fome de justiça e moradia”, relatou Rosilene. Metade da População Brasileira passa Fome Outro momento marcante nesta Coletiva foi a participação da Leila Denise, dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Ela enfatizou que a fome que está ecoando muito forte atualmente é a do respeito: pelas crianças, pela diversidade étnica, sexual, social, gênero, cultural, terra e trabalho, justiça social, direitos, educação, cultura, territórios livres e pela soberania alimentar. Para Leila, a nossa sociedade está fixada fortemente em três pilares que impedem que as nossas sedes e fomes sejam saciadas: o patriarcado, o racismo e o capitalismo, entendido como modo de organização da sociedade onde existe a concentração da riqueza nas mãos de poucos, principalmente com este modelo perverso de imperialismo que instiga o ódio e o repúdio ao diferente, fator determinante para o crescimento dos grupos neofascistas no nosso país. Este projeto de sociedade defende a ganância e a morte, principalmente daqueles que não têm acesso e nem garantia do seu sustento. Basta ver o exemplo dos proprietários de terras com mais de 500 hectares, são todos homens e brancos, ou seja, estes pilares fortalecem historicamente a concentração de riqueza e, automaticamente, desapropriam as pessoas que estão em seus territórios. A exploração do ser humano e da terra não tem outra consequência senão a fome, a miséria e a morte. A pesquisa desenvolvida pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN) revela que em 2022 metade da população brasileira passa fome e, consequentemente, falta água potável de qualidade. Leila enfatiza que a proposta da Via Campesina ao defender o pilar da soberania alimentar é que devemos ter acesso ao alimento nutritivo e saudável, culturalmente adaptado e respeitando a espiritualidade do território. “As pessoas precisam ter acesso a estes alimentos, produzidos com sustentabilidade, recuperando a qualidade da terra e da água e do ar, não se pode degradar. Precisamos investir em sistemas produtivos com tecnologias e ciências que deem autonomia para quem produz”, comentou. Sede de Justiça e Fome de Direitos Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revelam que a população em situação de rua supera mais 281 mil pessoas no Brasil. Quem apresentou estes dados para a Coletiva foi José Vanilson Torres da Silva, integrante da coordenação do Movimento Nacional População de Rua (MNPR). Alertou também que estes dados são subnotificados porque o IPEA contabilizou apenas as pessoas que cadastradas no CadÚnico e muitos moradores de rua não tem acesso a este sistema de cadastro. Informou ainda que há um aumento exponencial de pessoas e de famílias vindas para a situação de rua. Vanilson complementou dizendo que em 2020 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não contabilizou a população de rua tornando difícil a visibilidade da PopRua. Para ele trata-se de uma estratégia porque se não é conhecido não se faz políticas públicas. Urge a implementação de políticas públicas nos governos municipal, estadual e federal que sejam garantidoras não só da questão da segurança alimentar, mas em todas as áreas. Mesmo com tantas lutas para a construção destes planos ainda acontecem despejos, roubos e todas as violências institucionais contra o povo de rua. “Combater a fome para quem está em situação de rua é um direito constitucional, mas até agora este direito não saiu do papel”, afirmou. Como enfrentar a fome e sede? A realização desta Coletiva de Imprensa trouxe elementos fundamentais para compreender de que fome e de que sede estamos gritando e principalmente como enfrentar e combater esta ausência de vida digna. Dom Valdeci destacou que os gritos já ecoados desde o início do ano em tantos territórios brasileiros devem fortalecer a Reforma Agrária Popular como garantia de que todos tenham renda e não fiquem na dependência; que os territórios indígenas e as comunidades tradicionais sejam demarcados para que eles possam produzir; que também sirvam de apoio as experiências de produção nas periferias e a importância da pastoral da moradia e da autonomia das favelas e, por fim, fortaleça os projetos populares a partir do bem-viver, valorizando as experiências dos povos que são capazes de produzir sem agredir a natureza. Leila também contribuiu com esta reflexão dizendo que além da falta do que comer devemos superar a ingestão de alimentos ou produtos que são considerados alimentícios, padronizados e que não nos nutrem, não nos deixam com saúde. São alimentos que geram doenças. É um conglomerado de oito empresas que controlam o mercado e a produção e que, diante da pobreza e da falta de recurso, somos levados a também comer muito mal. Daiane encerrou a Coletiva de Imprensa dizendo que nestes 29 anos de existência o Grito dos Excluídos e Excluídas acontece de forma dinâmica em todo o país. É um processo de reflexão que dura o ano inteiro, mas foi só a partir de 2020 que se criou o Dia “D” do Grito. Ele sempre acontece no dia 7 de cada mês e é a oportunidade de aprofundar as pautas populares e as reinvindicações presentes no lema escolhido para cada ano. Todas estas atividades servem para fortalecer o Grito do dia 7 de setembro. Ela agradeceu a participação dos convidados e convidadas, de todos e todas que estavam acompanhando esta Coletiva de Imprensa pelas redes sociais do Grito e convidou para que neste dia 7 de setembro estejamos presentes nos atos públicos, nas caminhadas e nas mobilizações populares. Como forma de chamar a atenção para as transformações que o país precisa e para que de fato aconteça a “Independência” como garantia de vida digna para todas as pessoas, com justiça social, acesso aos direitos fundamentais, ao equilíbrio econômico, ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Por: Frei Zeca - articulador do Grito em Poconé/MT

MAPA DO GRITO: PROGRAMAÇÕES EM TODO O BRASIL

MAPA DO GRITO: PROGRAMAÇÕES EM TODO O BRASIL

REGIÃO NORTE ACRE Rio Branco - 2/9 – 15h00 – Pré-Grito (confecção de cartazes), na ADUFAC; - 3/9 – 15h00 – Pré-Grito (confecção de cartazes), na ADUFAC; 5/9 – 7h00 – Panfletagem, na Praça da Revolução; 5/9 – 8h00 – Lançamento do Caderno da CPT “Conflitos no Campo Brasil 2022, no Instituto São José. 7/9 – 7h00, na Catedral – Grito Pela defesa do SUS; de uma educação pública de qualidade; de habitação popular; de terra para a agricultura familiar; da demarcação das terras indígenas e quilombolas; de uma segurança pública que respeite e assegure a dignidade da vida; de trabalho e salário dignos a toda população; de transporte eficiente e de qualidade, de lazer e cultura... AMAPÁ Macapá – 1/9 – 15h00 – Pré Grito - Roda de Conversa – auditório da UNIFAP; 7/9 – 07h30 – Missa presidida pelo bispo Dom Pedro Conti; Café, Ato, com saída em frente da Seju, caminhada pela orla da cidade até a concha acústica do Araxá. AMAZONAS Manaus (Arquidiocese) – 31/08 – Coletiva de Imprensa; 7/9 – 15h00 – concentração no Centro Estadual de Convivência da Família Pedro Vignola, – Cidade Nova; 16h00 – missa amazônica; 17h00 caminhada até Memorial do Cruzeiro, Cidade Nova II. Atalaia do Norte – 16/09, grito do Alto Solimões. PARÁ Belém – 7/9 – 8h00 – concentração em frente a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré; caminhada pelas avenidas Nazaré, Magalhães Barata e Almirante Barroso até a Praça do Operário, em São Brás, com participação de outras cidades e municípios do Estado. Salvaterra - 7/9 - Comunidades de Rosário, Mangabal e Baiano. Tucumã/Alto Xingu – 2/9 – Roda de Conversa – 13h00 – Pavilhão Igreja N S Aparecida; 5/9 – 19h30 – Celebração ecumênica no Pavilhão da Igreja Nossa Senhora Aparecida, com partilha de lanches Marajó – A população de Cachoeira do Arari, está em mobilização permanente por moradia, luta com o Arrozal que joga veneno na população e quer lotear parte da área envolvida. RORAIMA Boa Vista – 7/9 – 16h30 – concentração (Av. Bento Brasil com Rua Pariam - na Igreja Coima - Coração Imaculado de Maria; sairão em caminhada Parada final na Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo – Rua Floriano Peixoto. Por Terra, Teto, Trabalho, Campo, Águas e Florestas, Povos e culturas; Campanha solidária com coleta de arroz, feijão, café e açúcar para ajudar as famílias das comunidades indígenas do Alto São Marcos, vítimas da forte chuva. RONDÔNIA Porto Velho – 2/9 – 16h00 - Sarau cultural junto à Oficina de confecção de materiais para o Grito, na Praça do COHAB, Rua São Miguel 1396, zona sul; 4/9 – 17h00 - Coletiva de Imprensa e Seminário, na Cúria Arquidiocesana, com Dom Roque Paloschi, Presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e Arcebispo de Porto Velho, representantes dos territórios de luta e dos movimentos populares, com o tema “Moradia Digna, Saneamento Básico e Soberania Alimentar”, reunindo as discussões trazidas pelas 4 rodas de conversa realizadas ao longo do ano; 5/9 – 19h00 - Celebração Inter-religiosa no Terreiro da Mãe Nilda; 7/9 – 15h00 – concentração no CPA – Centro Político Administrativo - Av. Farguar, 2986, Chegada na Praça Marechal Rondon/do Baú, Avenida sete de setembro com Avenida Rogério Weber. Candeias do Jamari – 29/08, as 19h, roda de conversa na comunidade São Francisco. TOCANTINS Palmas - 7/9 - Ato com pastorais sociais e movimentos; Entrada no desfile cívico militar, logo após a última tropa. REGIÃO NORDESTEEGIÃO NORDESTE ALAGOAS Maceió – 7/9 – 9h00 – concentração na Praça Sinimbu, centro; Caminhada logo após o desfile cívico. União dos Palmares - 7/9 - Praça em frente à capela de São Francisco de Assis. BAHIA Salvador – 01/9 – 13h30 – VII Gritinho dos Excluídos – no salão paroquial Nossa Senhora da Conceição/Periperi; com apresentações de capoeira e violação com as crianças e adolescentes dos Centros Comunitários do Subúrbio Ferroviário, e volta em torno da Praça da Revolução; atividade realizada pela Pastoral do Menor Arquidiocesana, 6/9 – 9h00 Gritinho Dos Excluídos e Excluídas – concentração em frente ao Núcleo Dom Lucas Moreira Neves; Caminhada até ACOPAMEC – Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão, com apresentações de capoeira e violão; 7/9 – 8h30 – no Campo Grande. Dias D´Avila – 7/9 – 9h00 – Av. Imbassay, 294, em frente a casa do Professor Welito – Por Margarida Maria Alves e por todas e todos que perderam a vida lutando contra a exclusão. Guanambi – 6/9 – 18h30 – Bairro Alto Caiçara. Itaete – 7/9 – 14h - Grito no clube das mães, abertura do II Intercambio de Agroecologia e Soberania Popular da Chapada Diamantina, 16h saída cortejo pelas ruas da cidade. Itanagra –31/08 – Oficina com as crianças; 7/9 – Assentamento Novo Horizonte, no espaço da Capela Sano Antônio – 8h30 às 12 h00, com Feira de Economia Solidária e debates sobre agricultura familiar; 11h00 – Missa. Envolve a região de Vitória da Conquista. Jacobina - Juazeiro – 7/9 Rui Barbosa – 7/9 Santo Sé – 1/9 – das 8h30 às 11h00 – Grito em solidariedade às comunidades que vêm sofrendo com os impactos da mineração. Manifestações na entrada principal do município; Caminhada pelas imediações do Posto Riacho em direção à praça principal. Ato público, com falas, nas proximidades da Igreja Matriz de São José. Senhor do Bonfim – 7/9 – 9h00 – concentração ao lado da Igreja Nossa Senhora de Fátima, Bairro Alto da Maravilha, abertura com roda de conversa e depois caminhada no bairro. Vitória da Conquista – 7/9 – 8h00, no Gripário – entre a Regis Pacheco e Rio Bahia. CEARÁ Fortaleza – 7/9 – às 8h30 – concentração Avenida Jornalista Tomaz Coelho, 2050, Praça Antonio Correia; Caminhada pelas ruas do bairro até à Praça da Igreja Matriz de Messejana, em Fortaleza.Além de trazer todos os gritos de grupos e pessoas com quem as pastorais sociais, CEBS e organismos da Arquidiocese de Fortaleza e movimento populares e sociais trabalham, o Grito quer denunciar todos os tipos de violências contra as juventudes das periferias, as mulheres e homens trabalhadoras e trabalhadores, especialmente a luta das mães do Curió, cujos filhos foram assassinados na Chacina em novembro de 2015. Crato – 7/9 – 8h00 – Concentração Praça São Vicente; Café da manhã partilhado. Crateús - 6/9 - 7h30 - Mística de abertura; 8h00 - Concentração na Igreja São Francisco e caminhada. Diocese de Iguatu – 9/9 – 7h30 – Concentração Praça dos Redentoristas no Prado. Limoeiro do Norte-Jaguaruana – 7/9 – 6h00 – concentração Capela do Tabuleiro. Tauá – 8/9 – 17h30 – Anfiteatro do Parque da Cidade. Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Comitê Popular de Luta de Tauá, Levante Popular da Juventude e Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares. MARANHÃO São Luís (Arquidiocese) – 5/9 – 15h00 – concentração na Praça Deodoro. Com a participação de pastorais e outros movimentos da Arquidiocese; Caminhada pela Rua Oswaldo Cruz, com várias falas; 9/9 - Missa na Paróquia Santa Clara, celebrada pelo arcebispo Dom Gilberto Pastana. Regional Nordeste V. Maranhão: Dia 05 e 06/9 - Ativismo digital nas redes sociais; 7/9 - ATO político realizado em vários municípios da região. Bacabal – em preparação. Barreirinhas –Rodas de Conversa nas comunidades, com a articulação do STTR, Colônia de Pescadores, Paróquia. Atividades do STTR e Colônia para fazer mobilização de lideranças. Tentamos incluir a temática do Grito na Celebração da Igreja Matriz, mas não conseguimos nos articular suficientemente. A pretensão é continuarmos nos mobilizando antes e depois do dia 07 de setembro. Brejo – 4/9 – 19h00 – Fórum em Defesa da Vida do Baixo Parnaíba Maranhense fará o Lançamento Virtual do 29° Grito, que será transmitido via YouTube no canal da Diocese de Brejo. Com Martha Bispo, secretaria da CNBB Regional NE V e Rosilene Wansetto, do JSB e Coordenação Nacional do Grito. Grito de Caxias - 9/09 - 18h00. Timon – 07/09 – as 7h00 - concentração na comunidade N. Sra. Aparecida, mutirão, sendo 1ª parada – Paróquia Menino Jesus de Praga, em frente à escola Ney Rodrigues e Horta do Mutirão – tema terra e meio ambiente; 2ª parada – Paróquia dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo – próximo ao mercantil do Povo na Av. Luís Firmino de Souza, tema: Trabalho e Moradia. 3ª parada – Paróquia São Francisco - próximo ao Hospital Regional Alarido Pacheco, tema: Educação e Saúde; 4ª parada – Paróquia Santo Antônio – próximo à Rua 16 na Avenida Luís Firmino, tema: transporte público; 5ª parada – Paróquia São José – Praça São Benedito, no Bairro São Benedito, tema: justiça e segurança pública (encerramento com apresentação feita pelos jovens). PARAÍBA João Pessoa – 4/9 – 17h00 - Plenária; 7/9 - 8h00 - Concentração Liceu Paraibano. Campina Grande – 7/9 – 9h00 - Praça Clementino Procópio. PERNAMBUCO Recife – 4/9 – 14h30 – Plenária Sede do MTC; 7/9 – 9h00 – concentração no Parque 13 de Maio, próximo à sede da Câmara de Vereadores e Faculdade de Direito, centro; 9h30 – Abertura e mística; Caminhada até Pátio do Carmo, bairro Santo Antônio; Encerramento com mística e ciranda. PIAUÍ Teresina – 5/9 – 10h - Coletiva Imprensa, no Auditório Alegis. 7/9 - Erradicação do feminicídio e punição aos agressores, erradicação do trabalho escravo, tarifa justa no transporte coletivo, até a tarifa zero, suficiente e de qualidade, moradia digna para sem tetos. Floriano - 04/09 – 19h00 - Câmara Municipal Apresentação da temática do Grito dos Excluídos, utilizando o dia de Comemoração Municipal do Terço dos Homens. Distribuição de panfletos informativos (sindicato); 05/09: Live Regional pela TV Nestante sobre o a temática do Grito; 7/09 - mobilização do Grito online; 09/10 – Reunião avaliação do Grito. Parnaíba (Diocese) - em preparação Picos - 6/9 – 7h00 - Missa de abertura na Igrejinha Sagrado Coração de Jesus 8h00 - Marcha (caminhada) até à Câmara Municipal; 9h00 - Audiência Pública na plenária da Câmara Municipal. RIO GRANDE DO NORTE Natal - 7/9 - 9h00 - Concentração Teatro Alberto Maranhão (TAM) em direção à Praia do Meio. Mossoró – 4/9 – as 16h, roda de conversa no CF8; 6/9 – às 10h – Pré Grito do IFRN; 7/9 – ato político – desfile cívico com confraternização no encerramento da ação. Paraná - 7/9 - 16h00 - Acolhida no Posto Paraná; 16h30 - Caminhada pela avenida principal com paradas e meditações, seguida de missa na praça pública. SERGIPE Aracaju – 3/9 – Live você tem fome e sede de que? Com Irenir Jesus e Romero Venâncio; 7/9 – 8h00 – concentração Praça Olímpio Campos, em frente à Catedral Metropolitana; 9h00 – Ato Interreligioso; em seguida caminhada até Av. Barão de Maruim, atrás do desfile cívico. EGIÃO CENTRO-OESTE REGIÃO CENTRO OESTE GOIÁS Goiânia (Arquidiocese) – 4/9 – 17h30 – Dialogando online/Fórum Goiano, Com a presença especial de Pe. Júlio Lancelotti, representantes de movimentos sociais e da Arquidiocese de Goiânia apresentam e denunciam a bruta realidade econômico-social do estado de Goiás; Crianças da Ocupação Paulo Freire gravam vídeo pelo Direito de Morar; 7/9. Concentração 8h30, próximo à ocupação Paulo Freire e Ocupação Solar Ville, com animação, música, palavras de ordem, intervenção das crianças do MTD, bloco de falas, performance Circo Lahetô; fala do bispo; plantio do Bosque da Vida dois ipês amarelos; 10h30 - Caminhada, parada na Ocupação Solar Ville, plantio de mais dois ipês amarelos, segue pelo bairro até à Ocupação Paulo Freira; 12h30 - Almoço coletivo. MATO GROSSO Cuiabá – 1º/9 – 7h30 – saída da sede do INCRA (CPA-Cuiabá) – Romaria da Terra e da Resistência Camponesa; 7/9 – 16h00 – Bairro Jardim União. Cáceres – Grito do Pantanal Rondonópolis – 7/9 – das 8h30 às 10h30 – Roda de Conversa, no Cepa da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga. MATO GROSSO DO SUL Campo Grande - 7/9 - 7h00 - Concentração Rua Barão do Rio Branco, com a 13 de Maio. Dourados – 7/9 – 8h – concentração em frente a Escola Abigail Borralho, entre a Rua Marcelino Pires com General Osorio, entrará no desfile oficial entre as 10h00 e 11h00. Comitê de Defesa Popular de Dourados com mais de 30 representações. REGIÃO SUDESTE IÃO SUDESTE ESPÍRITO SANTO Vitória – 7/9 – 8h00 – concentração na Praça do Portal da Ilha do Príncipe; Lavagem da escadaria do Palácio Anchieta, em protesto contra a fome, a desigualdade e a violência policial. Colatina – 7/9 – 8h30 – Concentração Praça do Sol; 9h00 – Carreata solidária até à Comunidade Maria Ortiz – Distrito de Baunilha; 10h00 – Celebração ecumênica, com ônibus e carona solidária e lanche partilhado. São Mateus – 7/9 – 14h00 – Sítio Histórico Porto de São Mateus, com arrecadação de roupas masculinas. MINAS GERAIS Belo Horizonte – 6/9 - 20h00 - Toque do Coletivo Alvorada online; 7/9 – Concentração na Praça Vaz de melo, próximo ao metrô da Lagoinha, às 10h - saída em Marcha Popular Fora Zema. Caxambu– 7/9 – 9h00 – Concentração Praça 16 de Setembro; Caminhada – 11h00 – até a Praça da Policlínica; Ato Movimento Artístico Cultural, com ensaio aberto da Zambanda e cortejo pelas ruas da cidade. Encerramento – 12h00 – pista de skate. Reúne as cidades do Circuito das Águas (São Lourenço/Baipendi/Auruoca). Congonhas – 7/9 – 8h00 – Praça da Matriz Nossa Senhora Conceição, reúne as cidades que compõem a Arquidiocese de Mariana. Esmeraldas - 7/9 - 8h30 - Concentração Praça Getúlio Vargas. Governador Valadares - 7/9 - 8h00 - Concentração Praça dos Pioneiros; 9h00 - Abertura do movimento cívico com o Grupo Maracatudo, cânticos proféticos e apresentação dos gritos, espaço Falas lideranças dos movimentos sociais, pastorais, coletivos e grupos de luta e resistência. Por justiça, saúde, educação, trabalho, moradia, terra, território e soberania. Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano tem uma programação: João Monlevade - 29/8 - 17h00 – pré grito - Audiência pública na Câmara Municipal. Ipatinga – 30/8 – 16h00 – Concentração Praça da Bíblia, centro local do Monumento do Massacre, ocorrido na cidade, em 7 de outubro 1963, seguida de caminhada, de onde seguirão para a Audiência Pública com os diversos gritos. Ipatinga - 04/8 - 18h30 – pré grito - Audiência pública na Câmara Municipal. Itabira - 4/9 – 18h30 – Audiência pública na Câmara Municipal. Ipatinga – 7/9 – 8h00 – Grande Grito – concentração Estação ferroviária, 9h00 – abertura oficial, Café partilhado, convocação para a caminhada e às 12h encerramento com Gritaço na Praça em frente a Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Rua Caetés, 495, Falas durante a caminhada, místicas, cantorias e encerra com a partilha do almoço. Itaobim e Medina - 7/9. Jequeri – de 11 a 31/08 realizaram diversas rodas de conversa nos setores São Vicente, Centro Jequeri, Pouso Alegre, Piscamba, Grota, Ramos, Jequeri; 03/09 – Realizaram o 2º Grito, às 8h – concentração Praça Senador – Rua Antônio Martins – 9h00 caminhada e celebração João Bosco Galais. Juiz de Fora – 7/9 – 8h30 – Concentração Av. Rio Branco entre a Av. Itamar Franco e Oscar Vidal. CUT MG REGIONAL ZONA DA MATA, várias entidades e partidos políticos de esquerda com presença confirmada, pela revogação das reformas trabalhista, previdenciária e do novo ensino médio, não à privatização da CEMIG, COPASA e CODEMIG, contra a violência policial ao povo negro, Fora Zema. Montes Claros – 7/9 – 8h00 – Concentração em frente Fábrica de Café 3 corações – Cidade industrial, pelo segundo ano estaremos nas periferias. Pouso Alegre – 7/9 – 9h00 – Praça Senador José Bento, em frente Catedral Metropolitana; Caminhada na Av. Dr. Lisboa, na sequência do desfile cívico-militar. Uberaba Uberlândia – 7/9 – 9h00 – Praça Nossa Senhora Aparecida, bairro Aparecida, com arrecadação de alimentos não perecíveis que serão destinados às cozinhas comunitárias da cidade. RIO DE JANEIRO Rio de Janeiro – 4/9 – 19h00 - Jubileu Sul Brasil e Central de Movimentos Populares realizam Pré-Grito local da Pequena África, no Espaço Malungo; 7/9 – 9h00 – Esquina da Uruguaiana com Presidente Vargas. A partir das 16h00, O Samba brilha com todos os excluídos e excluídas – Bar Pingo de Ouro, Cinelândia. Petrópolis – 7/9 – 9h00 – Concentração Bosque do Imperador. SÃO PAULO São Paulo – 7/9 – 9h00 – Praça Oswaldo Cruz/Paulista; Caminhada até Ibirapuera – contra o genocídio do povo negro, indígenas e quilombolas, contra a privatização da Sabesp, em defesa do SUS, pelo fim da violência contra as mulheres, pela prisão de Bolsonaro. São Paulo – 7/9 – 8h00 – Café com as irmãs e irmãos em situação de rua, 9h30 – Praça da Sé; 9h30 – Ato público pelo direito à cidade, contra o despejo da Comuna da Terra Irmã Alberta, direito à vida, direito à saúde pública, direito à mordia, em apoio ao trabalho de solidariedade do Padre Júlio Lancelotti, direito à educação pública e de qualidade, direito ao emprego com direitos, pela demarcação das terras indígenas. Haverá coleta de roupas, sapatos e alimentos no local. Aparecida – 7/9 - 06h00 - Concentração dos romeiros/as e manifestantes do Grito na Praça Nossa Senhora Aparecida, em frente à Basílica Histórica, onde haverá mística; 07h30 – Início da caminhada até o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Percurso: Monte Carmelo, Travessa Cônego Henrique, Rua Oliveira Braga, Rua Maestro B. Barreto, Av. Getúlio Vargas, atravessando a rodovia de ligação BR 488; 08h20 – Chegada ao Santuário / Celebração do Grito; 09h00 – Missa celebrada por Dom Reginaldo Andrietta e transmitida ao vivo pela TV Aparecida. Barretos – 7/9 – 17h00 – Catedral. Campinas e região – 7/9 – 9h00 – Concentração Praça Largo do Pará. Guarulhos (Diocese) – 2/9 – 9h00 – concentração em frente à prefeitura/ Fome e sede em relação à saúde; Caminhada até o Hospital Municipal para um abraço. Jaboticabal – 2/9 - no Horto florestal Guarani, com a participação da pastoral dos migrantes da diocese de Jaboticabal Louveira – 7/9 – 9h – Celebração do Grito na Paroquia N. Sra. Mae dos Homens, presidida por Dom Arnaldo Carvalheiro Netos (reúne a Diocese de Jundiaí) Mauá – Romaria a Pé – 01/9 – Saída da Paróquia São João Batista de 24 caminhantes e mais quaro pessoas de apoio. Chegada em Aparecida/SP – 5/9 – entre 11 e 12 horas. Mogi das Cruzes/Região Alto Tietê/SP – 7/9 – 8h30 (falas); 9h00 – Missa; Café; Caminhada até Praça Cívica; Ato Público contra micropolítica do governo estadual, contra pedágio na Mogi-Dutra, contra privatização da Sabesp e outras. Santos/Baixada Santista – 7/9 – 9h00 – Concentração Paróquia Sagrada Família, Praça Bruno Barbosa, Castelo; 9h30 - Ato Inter-religioso, na proposta da Cultura e Paz; 10h00 – Abertura das falas quatro grupos; 10h15 – Reflexão Mães de Maio; 10h30 - Abertura para falas 4 grupos, coletivo ou movimento; 10h45 – Rodas de Conversa: Violências - Claudia Bernardo, Salete Santos, Yvie Favero, mães de maio, Juros Altos – Eliza Riesco, Célia Amado, Trabalho, emprego e renda – Carlos Riesco, Eneida Koury; 11h30 - Abertura para falas 4 grupos, coletivo ou movimento; 11h45 – Caminhada – proposta de 3 paradas com fala de dois representantes daqueles que participaram das rodas de conversa; 12h15 – Encerramento; Gesto Concreto: Alimentos não perecíveis. São Bernardo do Campo – 7/9 – 8h00 – Missa Igreja Matriz de São Bernardo do Campo, celebrada pelo bispo Pedro Carlos Cipolini; 9h00 – Concentração, Café e esquenta na Praça da Matriz; Caminhada até à sede do Projeto Meninos e Meninas de Rua, Rua Jurubatuba, com várias paradas e expressão de gritos; 11h30 - Mística inter-religiosa; 12h00 - atividades culturais e lanche. Atividade reúne a região do ABCDMRR. São Sebastião – 7/9 – 9h30 às 18h30, Clube Portal da Olaria, Rua da juventude, 35, com Mesas de debates; Feira Agroecológica; Ato público e apresentação musical, é organizado pelo Coletivo Caiçara (reúne as cidades do litoral norte - São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba). Boiçucanga - 7/9 - 14h00 - Costa Sul de São Sebastião, na Praça Por do Sol. São José dos Campos – 7/9 – 8h00 – Em frente Matriz São José, no centro. Sede de derrubar a Lei 651 que permite que o prefeito junto com a polícia derrubarem casas sem liminar judicial, com violência. Pradópolis Taubaté Araçatuba - 7/9 - 9h00 - Ato ecumênico, Praça Rui Barbosa. Ribeirão Preto - Suzano - Piracicaba - Registro/Diocese - Vale do Ribeira - EGIÃO SU REGIÃO SUL PARANÁ Curitiba - 7/9 – 8h00 – Concentração no Centro de Formação Santo Dias, Vila Torres; Café; Caminhada até a Casa de Passagem e Cultura Indígena. Com movimentos sociais, sindicatos, associações, moradores da região, povos indígenas, Igrejas e religiões num claro objetivo de denunciar a fome no Brasil, e tendo a conquista da segurança alimentar como pré-requisito da dignidade humana, democracia e soberania nacional. Trazer 1kg de alimento não perecível para doação para os Povos Originários. Terá venda de Artesanatos indígenas e produtos da economia popular solidária. Campo Mourão – realizarão algumas rodas/atividades de escuta dos gritos, diversos seguimentos e dessa escuta um documento para a promotoria pública e órgãos oficiais, e atos marcados para outubro – novembro. Maringá – 6/9 – 14h00 – Tenda do 29º Grito no Estacionamento do Terminal Intermodal; 17h00 – Ato público. Arrecadação de alimentos para a Ocupação Dom Helder Câmara - um ano de resistência. Matinhos – 4/9 – Roda de Conversa – 19h00; 7/9 - 1º Grito – concentração 7h30, na praça central (reúnem as cidades do litoral de Pontal do Paraná e Paranaguá-Este). SANTA CATARINA Blumenau – 7/9 – 8h concentração na Praça do Teatro Carlos Gomes, Rua Pres. John Kenedy. Caçador - 7/9 - 8h00 - no local do desfile oficial; Celebrações nas comunidades da Área Pastoral do Martelo e igrejas do centro (Cristo Redentor e catedral); 28/9 - Encontro com agentes das diversas pastorais para a partilha de como têm realizado sua missão, de ouvir o Grito e ser a voz dos excluídos. Chapecó – 7/9 - 9h00 - Terminal Urbano - Pátria livre para quem? O Brasil é o país que mais mata LGBTQIA+ no mundo. Em 2022, 274 de nós morreram simplesmente pelo fato de serem quem são. Mas quantos mais de nós não morrem diariamente pelas ruas, excluídos da sociedade, com fome, sede, odiados e oprimidos? BASTA! Nossas vidas em primeiro lugar! (UNALGBT). Na Diocese, Celebrações nos bairros. Jaraguá do Sul - 7/9 - Praça do Museu da Paz. São Miguel do Oeste/Anchieta - 7/9 - Mobilização com estudantes, movimentos e pastorais com a bandeira da universidade federal para o Extremo Oeste. Gaspar - Joinville – 3/9 – 20h00 – Dia D, roda de conversa; 7/9 – das 14 às 17h, Paróquia São Miguel Arcanjo, Paranaguamirim, com lanche compartilhado (Rua Paulo Roberto Anastácio, 1170). Tubarão - 7/9 Lages – 2/9 – Ato público – calçadão da Praça João Costa; Rodas de Conversa agosto e setembro – comunidades e entidades – Centro Social Santo Antônio (26/8), Bairro Araucária (31/8), Caritas-Leoni (4/9), Lorival bet-Caritas (11/9), Guarujá-Giovani (16/9), Ferrovia-Elisete (23/9), Setor Juventude, Morro da Cruz (29/10); Audiência pública Câmara Municipal – 24/11. RIO GRANDE DO SUL Porto Alegre – 2/9 – 14h00 – pré Grito no modulo da Praça da Vila Barracão, no bairro Cruzeiro é grande bairro popular Porto Alegre. Passo Fundo - 5/9 - 19h30 - Salão paroquial da Paróquia Santa Teresinha. Canoas – 30/8 pré grito. Pelotas – 5/9 – Pré Grito. 7/9 – 10h00 – Grito Unificado no Largo do Mercado Público, com participação de crianças e seus gritos, poesias, música e falas; oficina de cartazes e ensaio de ações culturais; 11h30 – Caminhada ao redor da praça; e retorno ao Largo com um abraço coletivo. 30/09 – 19h - Celebração e Sopão comunitário – catedral do Redentor – Telles 711. São Leopoldo – 7/9 – Grito Metropolitano – 8h30 – Concentração Palquinho Estação São Leopoldo Trensurb; Caminhada até a Comunidade Ocupação da Steigleder/MNLM, onde vivem 211 famílias, muitas sobrevivem com reciclagem e onde funciona uma cozinha solidária. Haverá várias paradas onde serão apresentados gritos diversos: juventude, vítimas das mudanças climáticas, da população em situação de rua e encarcerada, lgbtquia+, mulheres, migrantes e povos originários e população negra, por educação, saúde e trabalho, pela democracia. Encerramento: Ato inter-religioso e almoço solidário. *Não há informações ainda de Brasília

No grito dos excluídos, o Mutirão da Profecia

No grito dos excluídos, o Mutirão da Profecia

Por: Marcelo Barros, monge beneditino, biblista e escritor; assessor do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e das Comunidades Eclesiais de Base Nesta próxima semana, ao mesmo tempo que, por todo o Brasil, acontecem cerimônias e eventos que recordam a independência do nosso país, também as categorias mais pobres expressarão o seu grito por Vida e por Libertação. Desde 1995, as comemorações da independência do Brasil têm sido marcadas pelas manifestações populares que se chamam Grito dos Excluídos. Esse evento teve origem em meio às pastorais sociais ligadas à CNBB na realização da 2ª Semana Social Brasileira. E embora tenha sido iniciativa das pastorais sociais, desde o começo, o Grito dos Excluídos e excluídas se abriu à participação dos movimentos populares e de entidades cristãs ecumênicas como o CONIC, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs. Neste ano, o 29º Grito tem como sempre o tema: “Vida em Primeiro Lugar” . O lema é a pergunta: “Você tem Fome e Sede de Quê?”. A ideia é provocar entre o povo o diálogo baseado na escuta sobre essas questões. O objetivo é responder quais as fomes e sedes que o nosso povo sente. Assim, a partir dos anseios do povo mais empobrecido, poderemos buscar soluções que acabem com toda forma de exclusão e violência. Atualmente, de norte a sul, em todo o país, há mobilizações do Grito dos Excluídos. Realiza-se como manifestação coletiva que se soma à construção em processo da 6ª Semana Social Brasileira. Estão mobilizadas as pastorais de Igrejas cristãs, movimentos populares e pessoas de boa vontade sensíveis aos sofrimentos dos mais pobres para que possamos defender e garantir os direitos dos pobres e marginalizados. Desde os seus inícios, o Grito dos Excluídos e excluídas nos confirma que não há verdadeira independência do país, se a imensa maioria do povo vive em condições de pobreza injusta e de insegurança alimentar. Só poderemos considerar o país independente no dia em que conseguirmos superar a imensa desigualdade social e garantir os direitos fundamentais à Vida, à alimentação, à educação, à moradia e à saúde para todos os brasileiros e brasileiras. Essa realidade que vivemos hoje tem profundas raízes no sistema da colonização que se instalou em nosso continente há mais de 500 anos e se fortaleceu através das tentativas de extermínio dos povos indígenas e da escravização dos povos sequestrados na África. Infelizmente, ao legitimar essa estrutura iníqua, a Igreja Católica e outras Igrejas cristãs contraíram uma dívida histórica com as populações vítimas desse sistema. Cumpre agora saldar essa dívida. Desde tempos imemoriais, os impérios usaram as religiões e os cultos para se perpetuarem no poder. Por isso, durante toda a história, em diversas culturas e nas mais diferentes linguagens espirituais, surgiram profetas e profetizas que protestaram contra a religião usada como instrumento do poder para dominar as pessoas. Na Bíblia, os antigos profetas e profetizas sempre insistiram que o nome de Deus é Justiça libertadora. Maria, mãe de Jesus cantou que se Deus é Deus, derruba do trono os poderosos e eleva os pequenos. Na sinagoga de Nazaré, Jesus afirma que o Espírito Divino desceu sobre ele para realizar a libertação de todas as pessoas oprimidas. Não foi por engano que os funcionários do templo e da religião ritual o prenderam e o entregaram aos militares romanos para ser condenado a morrer na cruz! Atualmente, Francisco, bispo de Roma, propõe uma Igreja em saída que cuida dos migrantes, dos pobres e das populações excluídas, apesar de um grande número de padres e bispos se agarrarem a uma religião autocentrada e tentarem reativar o Catolicismo barroco de tempos passados. Diante disso, cristãos de várias Igrejas têm sentido o chamado divino para reafirmar o caráter profético da fé cristã e querem unir as suas vozes ao 29º Grito dos Excluídos através do Mutirão da Profecia. É preciso dizer claramente ao mundo que a fé e a espiritualidade devem tornar as pessoas mais humanas e atentas ao cuidado dos pobres. Para isso, temos os sacramentos da Igreja, que, ou são sinais de partilha e comunhão de vida para todos e todas, ou não são de Jesus Cristo. Assim, a fé no Evangelho que Jesus anunciou como boa nova de libertação para toda a humanidade nos levará a clamar que ninguém passe fome nem sede. Fonte: https://cebi.org.br/partilhas/no-grito-dos-excluidos-o-mutirao-da-profecia/?fbclid=IwAR3UUxQCQyjJGXZ_5weoaMg-jLaq0t7M_HMj6Qv79Jdzu8HgEs-QGUzvN1A

bottom of page