“Eles venceram e o sinal está fechado pra nós? ”

Análise de Conjuntura Rede Jubileu Sul Brasil, 07 de dezembro de 2021


Com a população brasileira mais empobrecida e com as desigualdades sociais ainda mais acirradas, o ano de 2021 se encerra sem deixar saudades. Diante desse cenário, como será a resposta que o povo dará nas urnas nas eleições de 2022?


A memória histórica nos deixa em estado de alerta. Revisitar o passado e reinventar o futuro, talvez essa seja a verdadeira terceira via necessária para o país que em momentos convulsionados inspirou o poeta e compositor Belchior a gritar nos versos eternizados na voz de Elis Regina: “Eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos jovens”.



"Aumento das desigualdades, endividamento do país e das pessoas, alta da inflação, corrupção não investigada, polarização político-partidária, aumento da violência, terrorismo de Estado, desinvestimento em ciência, educação, cultura e tecnologia, decretos que reforçam os poderes do Executivo de forma arbitrária, Congresso capturado e Judiciário recuado.


A radiografia do Brasil de 2020-2021 traz uma mensagem direta: “o gato subiu no telhado! ”. Onde e como estará o gato em 2022?


Estamos encerrando o ano com mais de 60% da população brasileira vacinada contra a Covid-19, mas a chegada e propagação de mais uma variante, agora a Ômicron, assim como já tivemos a Delta e outras, reacende o sinal de alerta mundial e faz borbulhar na cabeça da população dúvidas incessantes e desconfianças compreensíveis a respeito da capacidade da comunidade internacional para reagir de maneira cientificamente adequada, politicamente ética e economicamente justa a esse novo cenário. O avanço da vacinação dos países europeus e norte-americanos - já na terceira dose - evidencia as diferenças com os países da África - com apenas 7% da população vacinada - e América Latina e Caribe que nem chegaram a 50% da população vacinada com a primeira dose.


A quem interessa termos variantes do coronavírus circulando, especialmente nos países pobres? Por que países ricos ainda não levaram a sério o compromisso humanitário e ético de garantir vacina para todas as pessoas, do hemisfério Norte ao hemisfério Sul do planeta? Quantas vacinas mais os governos ter